Governador Marcos Rocha decidiu falar grosso contra a CPI da Covid

RESENHA POLÍTICA – POR: Robson Oliveira

Marcos Rocha, governador de Rondônia, decidiu falar grosso contra  a Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado Federal somente depois que o STF livrou a cara dos chefes dos estados das investigações. Para Rocha, a CPI não é séria. Uma declaração ríspida e odiosa que levada aos senadores tende a repercutir negativamente para o estado.

PICARETAGENS

A declaração do governador foi dita nessa segunda-feira passada num programa de rádio da capital. Bem diferente da opinião do governador sobre a CPI, é através dela que a população tem tomado conhecimento das picaretagens envolvendo as negociações de vacinas.

HEURO

Embora seja uma boa notícia o leilão supostamente exitoso do novo hospital na capital que deverá substituir o João Paulo II, estão sendo levantadas dúvidas em relação aos gastos que o estado será compelido a desembolsar nos próximos 30 anos, após a conclusão do primeiro módulo. Segundo o projeto, o desembolso mensal de dois milhões e oitocentos mil do tesouro estadual começa antes da conclusão do hospital. Ao multiplicarmos 2,8 milhões por 30 anos chegaremos a cifras milionárias, corrigido mensalmente pela inflação. Um cifra que ultrapassa a bilhão.

VANTAGEM

O novo Pronto Socorro da capital deverá ser construído pela iniciativa privada que locará a unidade ao estado por trinta anos, através do modelo “Built to Suit” (em tradução livre significa construído para servir), que é um  modelo de contrato de locação que molda o imóvel às necessidades do negócio com a praticidade de não ter que se envolver em obras de construção, ou seja, caberá ao investidor a construção do hospital adequando o projeto às necessidades do estado. Em Rondônia, o modelo já foi utilizado na construção de um imóvel que acolhe as varas judiciais pelo TJRO, em Porto Velho. A vantagem é que o desembolso com o investimento se dilui ao tempo.

PROJETO

Os órgão de controle vão acompanhar todo o projeto e há quem aponte inicialmente falhas a serem corrigidas de imediato. A climatização da unidade, por exemplo, não consta no projeto como de responsabilidade da construtora o que seria, segundo apurou a coluna, uma falha grave. A manutenção, nicho que sempre desperta a sanha “empreendedora” de setores da política, também não está contemplada. São gastos enormes e pelo modelo utilizado de locação não estão previstos no contrato built to suit. 

INIQUIDADE

Já estão em fase bem avançada duas investigações criminais envolvendo uma poderosa senhora que ocupa cargo de escalão superior, agentes públicos, assessores, vereadores, uma entidade assistencial e um parlamentar bem conhecido. Uma fonte da coluna explicou em “off” os caminhos percorridos pelos investigadores que conseguiram reunir um conjunto enormes probatório com capacidade de causar fissuras irreversíveis em discursos moralistas feitos por agentes políticos autodenominados de “nova política”. A coluna teve acesso aos fatos  da denúncia que inicia com uma emenda carimbada. É questão de tempo para tais casos emergirem das amarras processuais em que se encontram e revelar uma iniquidade da maior gravidade.  Aguardem, vem barulho por ai…

PREPARANDO

Enquanto os prováveis candidatos a governador começam as conversações visando as eleições governamentais de 2022, o deputado federal Léo Moraes, também especulado para o cargo, se debruça sobre os números estaduais e estuda quais as saídas viáveis para agregar valor aos produtos rondonienses. Ele não revela qual cargo pretende disputar nem quais parceiros está pensando em reunir, mas dependendo do projeto que pretende levar a cabo tem tudo para ser exitoso uma vez que está se preparando para mexer com conceitos políticos e com fundamentos desenvolvimentistas ainda inéditos. Uma provável candidatura com raízes firmes na capital e com terreno fértil para se espraiar em direção ao interior.

(*) Jornalista e Advogado

(* *) O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais Rondônia não tem responsabilidade legal pela “OPINIÃO”, que é exclusiva do autor.

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