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terça-feira, novembro 24, 2020
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Golpe na Sedam denunciado por Painel Político, foi responsável pela Pau Oco 2, mas erraram os alvos

Foto: G1 Rondônia

PORTO VELHO-Rondônia foi surpreendida com a segunda fase da operação policial batizada de “Pau Oco”, deflagrada pela Polícia Civil com intuito de combater a corrupção na secretaria de Meio Ambiente. O problema é que, entre os investigados estava o ex-governador Daniel Pereira (PSB), foi alvo de  busca na residência dele. A coluna Painel Político, assinada pelo jornalista Alan Alex, comentou a atrapalhada e estranha operação. ” Ora, Rondônia, como diz o advogado Amadeu Machado, é terra de muros baixos e por essas bandas de Rondon, todo mundo sabe exatamente quem é pilantra, quem prevarica, os propineiros e quem rouba. E sabe também que Daniel Pereira não se enquadra em nenhuma dessas categorias. E não, não tenho procuração para defendê-lo, tampouco tenho, como se diz atualmente, político de estimação“, destaca o jornalista.

Alan Alex vai além e faz uma defesa enfática do ex-governador. “Conheço bem a trajetória política de Daniel Pereira para saber que ele não se meteria em uma lambança dessa natureza por dinheiro. Pelo contrário, seria o primeiro a denunciar qualquer irregularidade que lhe chegasse ao conhecimento, estando governador ou não. E eis que de repente ele se vê metido em um emaranhado criado na Sedam pela turma de Confúcio (sempre eles)”, disse.

Em fevereiro deste ano, a coluna PAINEL POLÍTICO publicou uma denúncia que havia sido feita ao Ministério Público do Estado, referente a uma permuta supostamente ilegal feita pela SEDAM em uma área denominada Seringal Paraty, situada na região de Guajará-Mirim.

O golpe

Começou em 2016 e basicamente foi o seguinte, de acordo com o jornalista: Uma empresa, apresentando uma simples escritura pública de cessão, que por sua vez não fazia referência a nenhum direito de propriedade sobre o imóvel, ou seja, forte indício de nulidade. E para completar, foram anexados aos referidos processos CCIR – Certificado de Cadastro de Imóvel Rural que apesar de serem do mesmo imóvel traziam informações totalmente divergentes no que se refere ao tamanho da área, sendo que um retratava uma área de 117 hectares e outro uma área de 117.048,00 hectares, ou seja, 1000 (mil) vezes maior. Se levarmos em conta que o preço médio comercializado no Estado de Rondônia pelo hectare de servidão florestal que gira em torno de R$ 700,00 o golpe foi equivalente a R$ 45.224.176,62.

Em 2016 já haviam questionamentos sobre a área

Com apenas o documento de cessão, diz Painel Político, com uma série de irregularidades pesadas, a Sedam emitiu para a empresa uma Certidão de Habilitação de Imóvel para fins de Compensação de Reserva Legal no 001/2017 onde esta se creditou de 64.605,966 hectares. Isso tudo foi apontado pelo procurador Antônio Isac Nunes Cavalcante de Astrê na época, e nada foi feito. “Mais interessante ainda é que Daniel Pereira sequer comandava o Estado, tampouco tinha qualquer tipo de influência sobre a Sedam que era comandada por Vilson de Salles Machado – e tinha Denison Trindade Silva como coordenador de unidade de conservação”, destacou Alan Alex.

“Onde Daniel Pereira entra nesse rolo? Nem o Ministério Público sabe. Mais curioso ainda é saber quem autorizou o grampo no governador, sendo que para que isso seja feito, é necessário que o inquérito seja instaurado pelo STJ.”, enfatizou,

Processo formalizado em 2016
Informações prestadas estavam incorretas e foram dadas em 2016

 

Fonte: Mais RO com informações do Painel Político
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