Fusão DEM+PSL: Marcos Rocha e Marcos Rogério devem abandonar Bolsonaro

BRASILIA-O presidente nacional do DEM, ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM-BA), disse em entrevista à Globo News na manhã desta sexta-feira, 24, que não haverá espaço para o presidente Bolsonaro na nova sigla que será formada com a fusão do DEM com o PSL. “Mais de 90% do caminho já foi percorrido e o que falta provavelmente não vai impedir que aconteça a fusão. Tudo que precisava ser definido já foi. Agora vamos cumprir o ato formal da convenção dos dois partidos”, disse.

Caso se concretize, o que inexoravelmente ocorrerá, a fusão dará origem a um dos maiores partidos do Brasil com mais de 80 deputados federais. Indagado sobre a possibilidade do novo partido abrir as portas para o presidente e seus filhos, ACM Neto foi categórico: “Muito pelo contrário, o objetivo é evitar isso”. O novo partido dará espaço à uma chamada terceira via. ACM Neto elencou três nomes candidatos à terceira via para enfrentar Lula: Rodrigo Pacheco (do DEM e presidente do Senado), deputado federal Mandetta (ex-ministro da Saúde, do DEM) e Datena, que recentemente se filiou ao PSL de São Paulo.

Rondônia

A fusão, porém, não será boa para o bolsonarismo em Rondônia, que deu mais de 73% dos votos para Bolsonaro em 2018. Eleitos sob a bandeira do conservadorismo, o senador Marcos Rogério (DEM) e o governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSL) terão que, ou deixar o futuro partido ou romper com Bolsonaro. O senador é vice-líder do governo Bolsonaro e  demostrou fidelidade canina ao presidente na CPI da Covid. Por seu turno, o governador Marcos Rocha se diz unha e carne com o presidente, tendo declarado que foi Bolsonaro quem o indicou para ser o candidato ao governo por Rondônia em 2018.

Com o desgaste do presidente, caindo nas pesquisas no quesito aprovação, a fusão do DEM com o PSL poderá servir de álibi para que tanto Marcos Rogério, quanto Marcos Rocha, abandonem o presidente nas eleições de 2022. Marcos Rogério já está ensaiando a retirada aos poucos. Não participou das duas últimas audiências da CPI da Covid, para defender o governo, como vem fazendo desde o início. Sintomático.

Na verdade, Marcos Rogério não ganhou nada nesta CPI da Covid, a não ser uma super exposição negativa. E talvez, um Rolex de ouro.

Por Mais Rondônia em Brasília

 

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