Nessa quarta-feira (21/10), o governo da França determinou o fechamento do coletivo pró-Palestina Cheikh Yassine. Conforme as autoridades francesas, o grupo está diretamente envolvido no assassinato do professor de história Samuel Paty, decapitado após ter mostrado uma caricatura do profeta Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão.

Conforme noticiou a Jovem Pan, o governo francês determinou o fechamento do templo por seis meses. A ordem de seis meses se deveu “ao único propósito de evitar atos de terrorismo”, disse o aviso emitido pelo chefe do Departamento de Seine-Saint-Denis.

Até terça-feira (20/10), 10 pessoas continuavam detidas na investigação que busca entender o desenrolar do assassinato. Entre elas estão cinco estudantes que teriam aceitado dinheiro para ajudar o autor do crime, Abdullakh Anzorov, a identificar o docente, Samuel Paty.

Na esteira de ações do governo francês contra movimentos islâmicos radicais, o coletivo contra a Islamofobia na França e a Associação BarakaCity também foram extintos.

O professor Paty receberá a maior honraria francesa, a Legion d’Honneur – que em tradução livre é Legião de Honra – por ter “sido martirizado pela profissão”. Nesta quarta, mais uma homenagem será feita a Paty na Universidade de Sorbonne, com presença do presidente Emmanuel Macron.

O ministro do Interior, Gérald Darmain, afirmou nesta semana que a França enfrenta um “inimigo interno”.

Fonte: Terça Livre

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