Formalização de pequenos negócios ligados ao carnaval cresceu 312% nos últimos sete anos

Em Porto Velho, empreendedor social propõe ações exaltando a Alegria, aproveitando o período carnavalesco

Há três anos, Gabriela Alves e Luciana Lobato enxergaram no carnaval uma oportunidade para empreender. “Eu e minhas amigas queríamos produtos com a temática feminista e não encontrávamos no mercado alternativas legais, de que nós gostássemos”, relembra Gabriela. Da busca, surgiu a ideia para abrir a Conspiração Libertina, marca brasiliense de tatuagens temporárias, adesivos e imãs que tem como slogan “Ativismo que cola. Qualquer superfície como manifesto”.

A marca nasceu em setembro de 2015 e, no seu primeiro carnaval, em 2016, vendeu todos os produtos – que abordam temática de gênero e empoderamento de minorias. “Foi um sucesso absoluto. Esgotamos todo o nosso estoque antes da festa começar. Aí percebemos um nicho e nos organizamos para conquistar esse público”, explica Gabriela. Ela e Luciana são designers e as responsáveis pelas ilustrações e frases que estampam as tatuagens. Na coleção do carnaval de 2019, serão lançados mais 13 desenhos, totalizando 45 tatuagens para os foliões escolherem e de divertirem. O sucesso é tamanho, que parte da nova coleção já esgotou, mas as empreendedoras já aguardam um novo lote para atender a clientela e estampar o carnaval.

O caso da Conspiração Libertina está em sintonia com o cenário do país que, apesar da crise econômica, viu empreendimentos relacionados às festas populares, em especial o carnaval, registrarem nos últimos sete anos (2011 a 2018) um aumento de 312% do número de microempreendedores individuais (MEI), nos principais palcos da festa: Recife, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. Serviços como atividades de tratamento de beleza, serviços ambulantes de alimentação e confecção de peças do vestuário (exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida), se destacaram em 2018 totalizando, respectivamente, 28.698, 25.586 e 14.839 MEIs nas quatro capitais.

Em Rondônia, algumas iniciativas enxergam o período momesco justamente pelo viés da oportunidade. O empreendedor social Lorran Rodrigues idealizou o Carnavaliza, um movimento aproveitando a oportunidade do período de Carnaval. Trata-se de exaltar a alegria. A iniciativa já conseguiu a parceria de diversas entidades como Fecomércio, Sebrae, CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) e AJE (Associação de Jovens Empresários) e propõe que empresas realizem ações visando que seus clientes sintam-se felizes. Estamos propondo ações visando deixar a cidade mais feliz. “Uma pessoa mais feliz até fica predisposto a consumir mais e todos acabam ganhando, através da circulação de recursos”, disse Lorran. Para saber mais sobre o movimento, acessehttps://carnavaliza.webflow.io/.

De acordo com Maíra Fontenele Santana, analista do Sebrae Nacional, a folia é um período muito esperado e tem um forte apelo econômico. Assim, é fundamental que o empreendedor esteja atento para lucrar com a data e fazer com que o momento da compra seja uma experiência positiva. “Cada território poderá ter mais ou menos impacto a partir do investimento realizado na data, mas o retorno é certo. Em pesquisas realizadas em algumas cidades, festas como a virada do ano, natal e carnaval podem gerar cinco vezes o retorno investido.”

Saiba mais sobre a atuação do Sebrae, acessando sebrae.ro ou ligando gratuitamente para 0800 570 0800. Você também pode interagir com o Sebrae pelo WhatsApp, (69) 98130-5656, InstagramFacebookTwitterLinkedIn eYouTube nos canais Sebrae/RO.

Facebook Comments