Por Professor Nazareno*

Flamengo e Bolsonaro atualmente são as duas maiores vergonhas do Brasil. Não só as vergonhas, mas de certa forma as atuais desgraças deste país desafortunado. As únicas coisas que unem esses “dois terríveis perfis” é a decepção, a infâmia, o desencanto. Ambos começaram o ano em alta, mas com o passar dos meses foram mostrando o seu verdadeiro valor: nada. O Flamengo virou uma mania nacional. Só que era tudo falso. Jogando contra Goiás, C.S.A, Bangu, Volta Redonda, EMELEC do Equador, San José da Bolívia, dentre outros times de menor expressão, ganhou o campeonato carioca, o campeonato brasileiro e a Taça Libertadores da América. “É o melhor time do mundo”, diziam os abestados. Mas quando enfrentou um time europeu de verdade, patinou e só não foi goleado pelo Liverpool por pura sorte. Um fiasco só.

Já o arremedo de presidente, neste ano de 2019, só deu desgosto aos seus seguidores. A eles e ao Brasil inteiro. Toda vez que abria a boca, o festival de sandices acanhava a todos. Envergonhados, hoje muitos “Bolsomínios” não têm onde esconder a cara de tanta vergonha. Paladino da moral e dos bons costumes, o “Mito” termina o ano tendo um de seus filhos enrolado até o pescoço em maracutaias no Rio de Janeiro. “Rachadinhas” e outras denúncias de quando ainda era deputado estadual vieram à tona e jogaram no lixo a reputação de um governo que se dizia imune à corrupção. Já o outro filho do Bolsonaro, o vereador Carlos, se vê às voltas com acusações tenebrosas sobre o assassinato da também vereadora Marielle Franco. Assim, Flamengo e Bolsonaro são dois desastres que findam 2019 no lodo, no lixo, no limbo. Antes, eles nem existissem.

Como se não bastasse o festival de incompetência e despudor, um dos senadores de Rondônia e ex-governador do Estado disse que se o Flamengo ganhasse o título mundial de clubes, o país melhoraria sensivelmente a sua caótica situação. Só podia ser de Rondônia mesmo para falar uma estupidez dessas. Vergonha alheia. Ainda bem que perdeu fazendo assim justiça ao bom futebol. O Flamengo é um time sem vergonha de um país sem vergonha que não reconhece o seu lugarzinho. Dizem que ganhou muitos milhões de dólares este ano, mas sequer pagou a indenização aos familiares de seus garotos mortos no Ninho do Urubu. O Flamengo não joga nada, seus jogadores estão em fim de carreira, seu técnico é fraco, como provou na final do Mundial de Clubes, e seus melhores jogadores são um fiasco se comparados aos atletas dos times da Europa.

Mas o Brasil tem muitas outras vergonhas, claro. Existe vergonha maior do que ter o Estado de Rondônia e sua podre e imunda capital, Porto Velho? Qualquer país civilizado e desenvolvido que tivesse essas desgraças como parte integrante de seu território seria um fracasso vergonhoso. Outro vexame, além do Bolsonaro e seus filhos, é o Lula, a Dilma, o PT e também os filhos do Lula, o Zé Dirceu, Zé Genoíno e o Fabrício Queiroz. O Brasil é uma desgraça mesmo, pois tem até torcedores para cada uma dessas tragédias. E como “desgraça pouca é meio de vida”, o Brasil também tem o Flamengo. Um time “meia boca”, sem nenhum futuro e que tenta passar a imagem de ser uma grande equipe de futebol como os bons times da Europa. Pior: muitos acham que o presidente do país é um estadista como o Winston Churchill, o De Gaulle ou o Willy Brant, quando ele apenas é o “Bozo”, uma espécie de Zé Ninguém, um Flamengo.

Facebook Comments