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Professor Ricardo Gennari fala sobre as parcerias entre o crime organizado brasileiro com grupos terroristas internacionais

A parceria entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o grupo terrorista Hezbollah reforçou a ideia do crescimento do crime organizado no Brasil. Facções como o PCC, o Comando Vermelho, entre outras, controlam rotas do tráfico no Brasil e no exterior.

O PCC, maior facção criminosa do Brasil com aproximadamente 20 mil homens, conta com estrutura empresarial, e negocia também com outras organizações criminosas na América, em países como Bolívia, Colômbia, Peru, Paraguai e México.

De acordo com o especialista em Segurança e Estratégia, Professor Ricardo Gennari, além da droga, o PCC partiu para outra modalidade de crime para aumentar seu lucro: roubo de caixas eletrônicos, bancos e empresas de transportes de valores.

“Infelizmente, tanto o governo federal como os governos estaduais não protegem nossas fronteiras adequadamente. Isso facilita a entrada de armas e transportes de drogas. A força do PCC só aumenta pela fraqueza do Estado Brasileiro”, comentou Gennari.

Na opinião do professor, caso o Estado Brasileiro não reaja com políticas públicas e com recursos financeiros e logísticos, previsto no Plano Nacional de Segurança, infelizmente a guerra será perdida. “Sabemos que os grupos criminosos contam com ramificações que não ficam apenas nos procedimentos ilícitos. Com isso, partem também para outros crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e fraudes”, alerta o especialista.

Para Gennari, o governo federal tem o dever de proteger o país, utilizando-se da Constituição Federal para combater o crime organizado. O especialista adverte que a situação tende a piorar com a crise política, “com a corrupção e a falta de políticas públicas, as facções criminosas poderão penetrar na política e ter o controle de cidades e mesmo de estados”, adverte ele.

Outra questão é a legalização das drogas em alguns países, como por exemplo, no Uruguai. “Qual será a reação do PCC e de outras facções com a nova lei uruguaia?”, indagou.

Ricardo Ferreira Gennari

Graduado em Ciências Econômicas pela Faculdade de Ciências Econômica de São Paulo, o professor Ricardo Gennari é especialista em Inteligência Estratégica, Cenários Prospectivos, Contra-Inteligência Empresarial, Segurança, com Pós MBA em Inteligência Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Política e Estratégia pela Universidade de São Paulo (USP). E ainda, Gerência de Sistemas e Serviços de Informação pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo; Logistics and Transportation for the Executive Manager pela School of Business Administration – University of Miami; e Gerência de Sistemas e Serviços de Informação pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo “Lato Sensu”.
É diretor executivo da Tróia Intelligence Consultoria (www.troiaintelligence.com.br) e professor da FIA/FIPE em Pós Graduação em Contra-Inteligência Empresarial; além de coordenador do Seminário na PUC/SP – Estratégia e Inteligência para Grandes Eventos.
Tem cursos de Especialização na Brookings Executive Education – Washington D.C. – USA; na Academy of Competitive Intelligence; no Internacional Police Executive – New York; na Escola Superior de Guerra e na Escola de Governo, conveniada à Universidade de São Paulo; no Institute of Terrorism Research and Response de Israel; na Defense Academy of the United Kingdom (Inglaterra); na Academy for Advanced Security & Anti-Terror Training (Israel) e na National Intelligence Academy (Estados Unidos).

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