Expedito Junior afirma que concluirá obra do Hospital de Emergência e Urgência

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Foto Marcelo Gladson


Obra que foi um dos cavalos de batalha da campanha de 2014 está há cinco anos parada, apesar do dinheiro em caixa

 

Em reunião com funcionários da empresa Nissey Motors, concessionária da marca Toyota, na manhã desta quinta-feira (23) em Porto Velho, o candidato ao governo de Rondônia pela coligação “Rondônia, esperança de um novo tempo”, Expedito Junior (PSDB), reafirmou sua disposição em lançar licitação para a retomada das obras do Hospital de Emergência e Urgência (Heuro) no complexo de saúde pública, ao lado do Hospital de Base, Hospital Infantil São Cosme e Damião e Policlínica Osvaldo Cruz.

O anúncio da retomada da obra já tinha sido feito na quarta-feira (22), durante entrevista ao jornal eletrônico Rondoniaovivo e à rádio comunitária Rio Madeira, quando o candidato ao governo falou ainda da descentralização da saúde de alta complexidade, com a conclusão dos hospitais regionais de Ariquemes e Guajará-Mirim e a construção de novas unidades em Ji-Paraná e Vilhena.

Marcelo Melo entrevistou Expedito no estúdio da rádio comunitária Rio Madeira/Foto Marcelo Gladson

Concebido para substituir o antiquado pronto socorro João Paulo II, as obras do Heuro estão paralisadas há cinco anos, apesar de ter disponível a parte mais difícil que são os recursos financeiros. Quando foi lançado pelo ex-governador, em 20 de dezembro 2013, o custo previsto era de R$ 45 milhões. Hoje, esse valor sofreu um reajuste de quase 100% e seu custo estimado subiu para uma faixa entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões.

Apesar de ser uma das obras mais importantes para a saúde pública, o pronto-socorro sempre foi usado politicamente. Nos primeiros dias de seu primeiro mandato, o ex-governador armou uma grande jogada midiática ao convidar a equipe de reportagem do Fantástico, da Rede Globo, para mostrar que tinha herdado uma saúde caótica, com pacientes amontoados pelos corredores do hospital. Passados, sete anos, a situação se mantém inalterada.

Na campanha à reeleição em 2014, o ex-governador fez da pretensa obra um de seus principais cavalos de batalha. Por onde andava, dizia que estava executando a maior obra na área da saúde em Porto Velho.

Passada a eleição, na qual jogou todo o peso da máquina estatal, publicou em seu blog uma nova previsão para a inauguração. Disse que seria em julho de 2016. “O povo quer. Eu prometi na campanha. Mais importante – o dinheiro está guardado para a obra. À época, o dinheiro a que ele se referia era parte do empréstimo de mais de R$ 1 bilhão que fizera junto ao BNDES.

Expedito Junior disse que não vai antecipar um prazo que não possa cumprir, mas garantiu que a obra será retomada nos primeiros meses de seu eventual governo. O hospital terá quatro andares, heliponto, 20 especialidades médicas, 250 leitos, dos quais 50 em UTIs, seis salas cirúrgicas, fábrica de gases medicinais e de ar comprimido, estação de luz solar, sistema de captação e tratamento de águas da chuva e uma parafernália de equipamentos e aparelhagem sofisticada.

IRREGULARIDADES

Em 2017 a Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão do Governo de Rondônia (Sepog)  instaurou Tomada de Contas Especial para apurar prejuízos ao erário, vez que o Tribunal de Contas  do Estado detectou pagamentos indevidos à empreiteira responsável. O resultado jamais foi conhecido, assim como não se sabe sequer se a tomada de contas foi concluída.

“Não é o Estado, mas sim o povo rondoniense que precisa. Vamos ser enérgicos e atuar com competência para retomar e concluir essa e outras importantes obras para descentralizar de vez o atendimento de alta complexidade”, afirmou.

Da Assessoria

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