PORTO VELHO- A exoneração do secretário da EMDUR, Juscelino Amaral foi o maior tiro no pé de Hildon Chaves. Recebeu críticas de todos os lados, até da oposição. Juscelino é uma das poucas reservas morais do Estado e enriquecia a equipe do prefeito de Porto Velho.

Dezenas de internautas se manifestaram nas redes sociais contra a decisão do prefeito em colocar um cidadão de bem na vala comum dos corruptos.

Ao exonerar Juscelino Amaral por ele ter recebido uma doação legal da JBS/Friboi foi um erro da atual administração que zela pela moralidade dos seus servidores. A doação de R$ 10 mil reais foi feita em 2014, e devidamente registrada no TSE.

Nas redes sociais, o ativista de esquerda Orlando Souza publicou no Facebook sua indignação pela generalização, de colocar todos numa vala comum. “Tenho visto uma defesa importante relacionada a demissão sumária do Presidente da EMDUR, pelo Prefeito Hildon Chaves.Vi o Dr.Juracy Loura, Everton Leoni, e toda banca dos Dinos fazendo essa defesa, que diga-se de passagem concordo, pois esclarece alguns fatos que até então não valiam nada, digo, receber recurso de empresas em eleições era, até a nova lei algo comum e lícito, embora imoral em alguns casos”.

Logo adiante postou Orlando:  “Milhares de candidatos eleitos ou não receberam dinheiro de pequenos negócios e até de grandes conglomerados empresariais. O que me causa estranheza é que muitos dos que fazem essa defesa técnica, política, moralista só o fazem agora no caso do Juscelino Amaral, gostaria que essa régua fosse a mesma para todos e todas, se agiram dentro da licitude, muito embora, eu não concordo, pois defendo financiamento público de campanha com teto de gastos, por cargos eleitorais, capacidade financeira do cargo desejado, local da disputa e renda per capita, controle público,entre outros, pois mesmo com a Lei aprovada negando financiamento empresarial de campanha. Isso continuará na obscuridade. Não há um controle rigoroso para aqueles que tem mais poder de barganha e a ficção de que todos os candidatos terão as mesmas condições para disputar qualquer pleito. Não passará de mera hipocrisia e ficção”, disse.

Orlando também disse que essas “execuções sumárias” vêm acontecendo há muito tempo, reputações de pessoas de bem tem sido jogadas no lixo, com essa terrível generalização de que na política só tem bandido, o que é um aberração. “Jamais concordei com essa generalização, pois essa sempre foi minha luta. Há pessoas boas em maioria em todas as instituições,incluindo agentes políticos, assim como há uma minoria de bandidos em todas as instituições, para isso essas organizações criam congresso internos, conselhos de ética,etc. Infelizmente o que tem sido validado são as condenações sumárias e danos em reputações que jamais serão reparadas. Contra isso precisamos lutar sempre”, finalizou. 

“Há de se ver que acusação não é condenação; e em nosso sistema judiciário há ainda muitas condenações injustas. No lugar do prefeito, eu esperaria posicionamento da Justiça. De minha parte, Juscelino continua tendo meu respeito e consideração”, postou o servidor público e poeta mundialmente conhecido, Augusto Branco.

“Não o conheço pessoalmente, mais acredito que o senhor Juscelino Amaral seja um homem íntegro e honesto. Vale ressaltar que até em 2014 as doações empresariais eram permitida no sistema eleitoral brasileiro, muita das vezes empresas doam por questões de ideológica com partidos, alguns defendem uma menor tributação, incentivo fiscal e etc. Ao meu ver de forma superficial, entendo que a doação da JBS para o candidato Juscelino Amaral nas eleições de 2014 foi totalmente republicana, nada de escuso”, postou Samuel Costa.

Fonte: Mais RO com informações do Facebook

 

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