Fabiola Campillai recebeu uma bomba de gás lacrimogêneo no rosto, quando esperava um ônibus para ir trabalhar; outro jovem, Gustavo Gatica, teve seus dois olhos cegados durante as manifestações chilenas no ano passado.

Um ex-policial foi detido no Chile, nesta sexta-feira (28), por lançar a bomba de gás lacrimogêneo que deixou uma mulher cega em um bairro na periferia de Santiago, em novembro de 2019, em meio aos protestos sociais que aconteciam país.

O caso de Fabiola Campillai, junto com o do estudante Gustavo Gatica, são os mais graves dos 460 que foram atingidos nos olhos durante as manifestações chilenas no ano passado, conforme registro do Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH).

A maioria dessas lesões foi causada por disparos de balas de borracha.

Manifestante usa curativo para olho em protesto para apoiar Gustavo Gatica, jovem cego após ser atingido nos olhos durante manifestação no Chile — Foto: Jorge Silva/Reuters

Atingida enquanto ia ao trabalho

Campillai recebeu uma bomba de gás lacrimogêneo no rosto, quando esperava um ônibus para ir trabalhar. Ela se encontrava perto de um local, onde manifestantes protestavam contra o governo. Além de ficar cega, Fabiola perdeu o paladar e o olfato.

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O autor do disparo foi identificado como o ex-capitão dos Carabineiros Patricio Maturana, detido ontem à noite, informou a Polícia Civil (PDI, sigla em espanhol) nesta sexta.

Há uma semana, a Justiça chilena já havia colocado em prisão preventiva o ex-tenente-coronel das Forças Especiais dos Carabineiros Claudio Crespo, autor dos disparos que cegaram Gustavo Gatica, de 21 anos, na jornada de protestos de 8 de novembro, nos arredores da praça Itália, de Santiago.

Manifestante ergue cartaz escrito 'Justiça para Gustavo' em protesto em 10 de novembro de 2019 — Foto: Jorge Silva/Reuters/Arquivo

Fonte: G1

Por France Presse

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