Evangélicos pedem saída de Eduardo Cunha; veja quem são eles

Grupo é formado por protestantes históricos: ‘corrupção não é a marca distintiva da política para os evangélicos. Ela é a marca de certa safra de representantes’, diz texto de manifesto

Em documento denominado “Manifesto evangélico pela saída do deputado Eduardo da presidência da Câmara”, que conta com mais de 1.800 assinaturas até o momento, representantes de diversas igrejas evangélicas se unem para pedir o afastamento do político que também se denomina como evangélico.

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O grupo que pede a saída do parlamentar é composto pelos chamados protestantes históricos – membros de igrejas como Metodista, Anglicana, Batista e Presbiteriana, um segmento que discorda dos princípios teológicos de evangélicos como Cunha. Ao contrário dos neopentecostais, que pregam a prosperidade, os históricos atacam a fé como passaporte para a conquista de bens materiais.

Em apenas um dia manifesto alcançou quase duas mil assinaturas
Alan Sampaio /iG Brasília – 28.10.2015

Em apenas um dia manifesto alcançou quase duas mil assinaturas

No texto do manifesto, o grupo afirma que “as ações do parlamentar, que se identifica como evangélico, merecem repúdio”. São citadas as denúncias de corrupção e o envio de recursos públicos para contas no exterior, práticas que inviabilizariam a permanência de Cunha no cargo que ocupa, “uma vez que não há coerência e base ética necessária a uma pessoa com responsabilidade pública”.

Segundo o  documento, “a comunidade evangélica brasileira é diversa tanto em suas tradições e práticas religiosas quanto ideológica e politicamente. Há, nos últimos anos, uma forte tendência, a partir da crescente visibilidade política de lideranças eleitas em diferentes níveis, de homogeneizar essa pluralidade e apresentá-la como se tais representantes fossem a voz dos evangélicos. Nós nos opomos enfaticamente a isto.”

Esta bancada não nos representa

Em crítica explícita à chamada Bancada Evangélica, os signatários do manifesto afirmam que “A corrupção não é a marca distintiva da política para os evangélicos. Ela é a marca de certa ‘safra’ de representantes. Mas os evangélicos não somos assim e não podemos mais deixar que nos identifiquem como tal.”

Eduardo Cunha pertencia à igreja Sara Nossa Terrra e, recentemente, transferiu-se para a Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Madureira, para onde investiga-se que tenham sido destinados ao menos US$ 5 milhões de dinheiro de propina.

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