Os EUA decidiram que os diplomatas chineses precisarão pedir autorização para visitar universidades, marcarem reuniões com líderes locais e até promover eventos culturais em solo americano.

Os diplomatas da China que vivem e trabalham nos Estados Unidos terão que solicitar autorização oficial para ir a universidades ou se reunir com líderes locais, anunciou na quarta-feira (2) o chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo.

“Anuncio que o Departamento de Estado estabeleceu um mecanismo pelo qual é necessária autorização para diplomatas chineses nos Estados Unidos que desejam ir para campi universitários e se reunir com líderes locais”, disse ele.

Há outras restrições. Por exemplo, para organizar eventos culturais que reúnam mais de 50 pessoas em uma cidade que não seja sede oficial da diplomacia chinesa, será preciso protocolar um pedido prévio de autorização de autoridades americanas.

O governo dos EUA impôs até regras para como deve ser a atuação das embaixadas ou consulados chineses nas redes sociais. Pompeo afirmou que elas precisam ser identificadas como contas do governo chinês.

“Durante anos, o Partido Comunista Chinês multiplicou os obstáculos para os diplomatas americanos que trabalham na China”, que são submetidos a um “processo não transparente de autorização prévia” para “impedir” que entrevistem livremente a população, disse Pompeo em uma entrevista coletiva.

O governo dos Estados Unidos já havia tomado medidas nos últimos meses para definir o escopo dos diplomatas chineses, do Instituto Confúcio de Educação e de vários meios de comunicação estatais que Washington acusa de serem ferramentas de “propaganda” de Pequim.

Fechamento de consulados

Em julho, os EUA ordenaram o fechamento do consulado da China na cidade de Houston, no Texas. Na ocasião, o Departamento de Estado americano afirmou que a medida tinha como objetivo proteger a “propriedade intelectual e as informações privadas dos americanos”.

Os americanos disseram que dois hackers tentaram roubar informações sobre pesquisas de vacinas a mando de serviços de espionagem do governo chinês.

A China, então, decidiu retaliar e ordenou o fechamento do consulado dos EUA na cidade de Chengdu, no noroeste do país asiático.

Fonte: G1

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