Hospita-daniel-comboni-cacoal-foto-esio-mendes-1-570x380 (1)“Nossa missão aqui é salvar vidas”. Com estas palavras, o secretário de Estado da Saúde (Sesau) Williames Pimentel definiu a missão assumida segunda-feira (2) no Pronto-Socorro Municipal de Cacoal. O estado assumiu temporariamente a unidade, que passa a atender os casos de urgência.

Segundo Pimentel, a ação do estado no município decorre de acordo firmado judicialmente. “Estamos aqui para ajudar. Esperamos que, dentro do prazo estabelecido, com a reorganização do sistema, o prefeito Padre Franco possa reassumir o hospital”, disse o secretário.

A participação do estado na reorganização da área de saúde no município, segundo Pimentel, será feita da melhor forma possível. Ele explicou que o governador Confúcio Moura designou os melhores técnicos da Secretaria de Saúde para reorganizar a unidade hospitalar.

O governo de Rondônia irá investir R$ 20 milhões no em aporte de custeio e insumos para manter o hospital no atendimento de urgência e emergência médica.

Para garantir estes recursos, o governo do Estado terá que sacrificar outros setores da administração pública fazendo remanejamentos. “É uma decisão do governador: salvar a vida de pessoas que estão desassistidas”, ressaltou.

Técnicos da área de saúde de Cacoal acompanharão o trabalho de reorganização. “Devolveremos a gestão ao município com avaliação do Ministério Público e do Poder Judiciário”, afirmou Pimentel.

COMPROMISSOS DO ESTADO

Secretário de Saúde assinou acordo com município

O governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), ficará responsável pela gestão do Pronto-Socorro, incluindo recursos humanos e toda a infraestrutura para o funcionamento do hospital. O estado já enviou para Cacoal 50 leitos e medicamentos. Cinco profissionais farmacêuticos bioquímicos se revezarão 24 horas na unidade para controle de medicação.

O Pronto-Socorro irá funcionar como uma extensão do Hospital Regional de Cacoal. Esta foi a forma encontrada para suprir a falta de centro cirúrgico e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na unidade.

Nos próximos dias serão inaugurados dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva infantil. No interior do estado não há unidades na rede pública e privada.

A equipe técnica fez um planejamento com metas que deverão ser cumpridas de 30 a 180 dias. Ao final deste tempo, o Pronto Socorro estará equipado conforme determina a legislação.

RESPONSABILIDADES DO MUNICÍPIO

Pelo acordo firmado, cabe ao município de Cacoal, que está passando por crise na saúde, investir no atendimento da atenção básica, mantendo os postos de saúde funcionando no período da manhã e tarde. Até agora, as unidades funcionavam somente no período da manhã.

O município também terá que manter profissionais, inclusive médicos, com escala fechada semanalmente para garantir atendimento à população, além de medicamentos, insumos e infraestrutura.

Todos os profissionais de saúde do município que estão lotados no Pronto-Socorro serão cedidos para o Estado, com custos para o município. Os que não cumpriam carga horária no hospital, pois ficavam de sobreaviso em casa, terão que cumprir o expediente de forma presencial. Esta foi uma exigência do secretário Pimentel. “Não se faz atendimento de urgência e emergência com profissionais de sobreaviso. Toda equipe tem que estar dentro do Pronto-Socorro para atender”, afirmou.

O município deverá fornecer alimentação aos pacientes, até que a cozinha completa que o estado adquiriu seja montada. As refeições eram preparada fora do prédio. A equipe comandada pelo secretário-adjunto da Sesau, médico Luiz Eduardo Maioquim, negociou para que seja utilizada a cozinha do setor de Oncologia do Hospital São Daniel Comboni, que é um anexo do Pronto-Socorro.

Fonte
Texto: Eleni Caetano
Fotos: Admilson Knightz e Ésio Mendes
Decom – Governo de Rondônia

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