Na manhã da próxima quinta-feira, 03 de outubro, um grande ato público acontecerá em frente ao escritório da Energisa, em  contra os abusos cometidos pela empresa concessionária da energia elétrica, contra os usuários. O ato tem iniciativa popular e vem ganhando adeptos diariamente através da convocação feita pelos seus idealizadores através de aplicativo e rede social.

Os supostos abusos estão sendo denunciados diariamente na imprensa local e o caso vem ganhando repercussão, inclusive em Brasília. Não bastasse o aumento abusivo da tarifa, a empresa ainda vem cometendo inúmeros absurdos contra os usuários, no que diz respeito à fiscalização pela empresa nos relógios medidores, além do corte indiscriminado da energia e mau atendimento nas residências.

O presidente da Associação de Defesa dos Direitos da Cidadania em Rondônia, advogado Caetano Neto, a Energisa descumpre preceitos estabelecidos Resolução Normativa 414/2010, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que estabelece as condições gerais de fornecimento de energia elétrica de forma atualizada e consolidada.

“A luta da nossa associação é justamente sobre o cumprimento do Inciso do artigo 2º, que condiciona a aferição do medidor na unidade na consumidora (residências) ou em laboratório. Na atualidade, a empresa tem levado os aparelhos medidores para aferição no Inmetro. Iremos lutar para que a empresa adquira um laboratório móvel para que essas aferições sejam na residência do consumidor, assim como estabelece a Resolução e não mais longe do usuário”, disse Caetano Neto.

Outro ponto destacado pela entidade é o descumprimento do tratamento dispensado ao usuário no atendimento, que está disposto no bojo da Resolução em seus demais incisos. Segundo Caetano Neto, a empresa desrespeita diretrizes estabelecidas pela Resolução como urbanidade, respeito, acessibilidade, igualdade, eficiência, segurança, Ética, cortesia, e, sobretudo, presunção da boa-fé do usuário.

“Essa última diretriz é uma das que mais vem sendo descumpridas. A Energisa não confia na boa fé do usuário e vem agindo com certa truculência ao sinal de menor irregularidade. Na maioria dos casos, antes mesmo do medidor ser retirado para aferição, o consumidor já é tratado como ladrão de energia, sem prova alguma. É por isso que nossa luta é por um laboratório móvel da aferição desses medidores, para que o consumidor possa participar passo-a-passo da perícia dos aparelhos”, finalizou Caetano Neto.

Fonte: Oobservador

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