Emedebistas defendem candidatura própria e volta ao governo de Rondônia

O ex-secretário de saúde e histórico emedebista Willames Pimentel deu o sinal em Ji-Paraná: o MDB irá disputar as eleições gerais de 2022 e quer voltar ao Governo de Rondônia

Em discurso empolgado, sem poupar auto-elogio à sigla, Pimentel defendeu e propôs o resgate de ideias e compromissos “de um partido com história”. Também na reunião realizada com dirigentes partidários, prefeitos e vereadores emedebistas durante dois dias, sexta-feira e sábado (15 e 16), no Maximus Hotel, em Ji-Paraná, o vice-presidente Nacional do MDB e senador licenciado, Confúcio Moura, enalteceu administrações emedebistas.

Confúcio defendeu a democracia com diálogo, lembrando que um emedebista, o ex-presidente da República Michel Temer, fez o que pôde para exercitá-lo no período em que ocupou o cargo após a saída da ex-presidente Dilma Roussef.

Ele antecipou o breve lançamento de um documento elaborado por especialistas da Fundação Ulisses Guimarães que irá enfatizar o ponto de equilíbrio político no País. “Não estamos precisando de extremos, nem à esquerda, nem à direita”, ele disse ao plenário de prefeitos e de vereadores reunidos.

“Se fizermos uma retrospectiva, olhando para o ambiente de cada município, encontraremos uma marca do MDB, desde a elevação de Rondônia a estado, com Ângelo Angelim”, afirmou Willames Pimentel, referindo-se ao período em que o falecido professor e deputado governou o estado (maio de 1985 a março de 1987). Mencionou também o período de Confúcio Moura secretário estadual de saúde no governo Jerônimo Santana (março de 1987 a março de 1991), que foi quem implantou o Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado.

Pimentel disse ainda que no período de quase oito anos de Confúcio no governo (2011-2018), ele deixou um legado à população rondoniense. “Foi uma administração exitosa, que cuidou de pessoas em todos os segmentos; deixou o estado ficou no boom do desenvolvimento servindo a nação brasileira, mas hoje todo esse legado está deixando de desistir”, disse Pimentel.

“O MDB “precisa resgatar seus compromissos com ênfase naquilo que construiu de bom para a população do estado na educação, na saúde, na habitação, na agricultura; quem tem história, sabe fazer o futuro”.

Pimentel disse que é com essa proposta que o MDB deve se fortalecer “erguendo a cabeça não com prepotência ou arrogância, mas com aquilo que sabemos fazer: administrar”.

O presidente estadual do MDB, deputado federal Lúcio Mosquini, o deputado estadual, Jean de Oliveira e a senadora em exercício, Maria Eliza (MDB-RO) também enfatizaram a importância e a força do MDB. Ela sentou-se na primeira fileira de cadeiras, onde também ficou a médica Maria Alice Moura, esposa de Confúcio.

“EXTREMISMO PERIGOSO”

Confúcio amenizou a disputa radical na política, afirmando que o Brasil “não precisa de disputas, de facções, divisões e intolerância”. E classificou o extremismo de “perigoso” para o Brasil: “O que estamos precisando é de governar, de socorrer a população, de alcançar um perfil de crescimento e de geração de empregos e uma educação de qualidade”.

O senador disse que, em consequência da pandemia que também paralisou dois anos as aulas, “diante de crianças desinteressadas o Brasil passará muitos anos para recuperar o nível de qualidade obtido lá atrás”.

Evento

Além da participação maciça de prefeitos e vereadores emedebistas, o encontro que iniciou na sexta-feira (15) e encerrou no sábado (16), contou com a participação de prefeitos e vereadores de outras siglas, simpatizantes ao MDB.

O evento intitulado “Fala Prefeito, o MDB ouve” e Fala vereadores, O MDB ouve” proporcionou um debate sobre o atual cenário político nacional e estadual com os representantes municipais. Ocasião em que eles destacaram suas experiências a frente do cargo, as dificuldades e dos casos de sucesso e apresentaram sugestões para revitalização do partido e claro, demandas para atender as necessidades de seus municípios.

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