Em Rondônia, fake news elevou candidato do quinto para o segundo lugar

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Maurão de Carvalho foi prejudicado pelas fakes news


PORTO VELHO- O escândalo das fakes news descoberto pela Folha de S. Paulo é o assunto do momento no Brasil e no mundo. O candidato à presidência da República, Jair Messias Bolsonaro (PSL) foi beneficiado pelo disparo de milhões de mensagens negativas endereçadas aos eleitores de Fernando Haddad (PT). Desde setembro quando Haddad assumiu a candidatura à presidência no lugar de Lula, que milhões de fake news com informações falsas contra o candidato petista foram disparadas por mais de 40 mol grupos de whatsapp em todo o Brasil. De kit gay a incesto, os danos morais causados a Haddad influenciaram o eleitorado brasileiro. No dia das eleições, a ação das fake news foi mais intensa. Tal prática é criminosa e configura crime eleitoral, pois beneficiou diretamente Bolzonaro no primeiro primeiro turno, assim como está beneficiando no segundo turno, o que poderá tornar ele inelegível.

O resultado das eleições no primeiro turno turbinado pelas fake news foi favorável aos candidatos do PSL em todo o Brasil. Foram eleitos mais de 50 deputados federais, mais de 100 estaduais, quatro senadores e levou para o segundo turno uma dezena de candidatos.

O candidato ao governo de Rondônia, coronel Marcos Rocha (PSL), por exemplo, figurava em todas as pesquisas sérias nas últimas posições. Na última do Ibope, três dias antes das eleições, Marcos Rocha estava em quinto lugar com 7% das intenções de votos. Após a apuração, Marcos Rocha foi para o segundo turno com 23,99% dos votos, um crescimento de 17% em três dias. O candidato Maurão de Carvalho (MDB) vinha liderando em segundo lugar todas as pesquisas de opinião pública.

O efeito fake news também quase elege o desconhecido Jaime Bagattoli (PSL) ao Senado Federal que ficou em terceiro lugar com mais de 215 mil votos. O candidato Jesualdo Pires (PSB) pode ter sido prejudicado também, já que despontava em terceiro lugar para o Senado Federal. Em Minas Gerais, Dilma Rousseff (PT) certa como eleita ao Senado, ficou em quinto lugar.

Segundo apurou a Folha de S. Paulo, pelo menos 30 empresas entraram num consórcio no valor de R$ 12 milhões que foram utilizados para contratar uma empresa especializada em disparar fake news. Dentre as empresas, está a Gazin, com forte penetração em Rondônia. O próprio dono da Gazin gravou vídeo em apoio à Bolsonaro, assim como o dono da Havan.

O PT, PDT e o PSOL entraram em Brasília  com ação no TSE pela anulação das eleições de 2018 para presidente da República. Poderá haver um efeito dominó e anular todo o pleito contaminado pelas fakes news.

Fonte: Mais RO

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