Em ranking de 100 cidades, Porto Velho é a 3ª com os piores indicadores de saneamento básico do Brasil

Porto Velho está na 98ª posição em um ranking que avalia a qualidade do saneamento básico nas 100 maiores cidades do país. Os dados foram divulgados na terça-feira (10) pelo Instituto Trata Brasil.

Os últimos resultados também foram ruins: em 2019 a cidade conseguiu o 100º lugar e também ficou nesse pódio de pior saneamento do país em 2018.

Nos últimos oito anos Porto Velho esteve sempre nas cinco últimas posições do ranking (veja abaixo).

Posições de Porto Velho no ranking do saneamento básico

202098º
2019100º
2018100º
201797º
201699º
2015100º
2014100º
201395º

O estudo abrange os indicadores de água e esgotos nas maiores cidades do Brasil com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) que é divulgado anualmente pelo Ministério das Cidades.

Segundo o Instituto Trata Brasil, o ranking visa mostrar onde estão os maiores desafios ao cumprir os compromissos de levar água tratada, coleta e tratamento de esgoto à comunidade.

Água tratada

O estudo concluiu que 35,26% da população total de Porto Velho é atendida com abastecimento de água. Um cenário melhor ao de 2017, quando a cidade conseguiu ter o menor índice encontrado na pesquisa, 31,78%.

O instituto também mostra que apenas 36,67% da população urbana do município é atendida com abastecimento de água, perdendo apenas para Ananindeua (PA) com 32,71%.

Coleta e tratamento de esgoto

Da população total de Porto Velho 4,76% tem seu esgoto coletado. E quando se fala de tratamento de esgoto em relação à água consumida o número é de 2,51%. Grande parte do esgoto ainda é jogado diretamente na natureza, causando problemas ambientais e sanitários.

Água desperdiçada em rua de Porto Velho — Foto: Ana Kézia Gomes/G1

Água desperdiçada em rua de Porto Velho — Foto: Ana Kézia Gomes/G1

Quanto aos investimentos em saneamento básico nos últimos cinco anos, a média entre os 20 piores colocados no ranking é de R$ 72 milhões. E o valor médio dos investimentos é R$ 26 por habitante, conforme a pesquisa.

Confira as 20 cidades que estão nas piores posições:

  1. Ananindeua (PA)
  2. Macapá (AP)
  3. Porto Velho (RO)
  4. Santarém (PA)
  5. Manaus (AM)
  6. Belém (PA)
  7. Gravataí (RS)
  8. Várzea Grande (MT)
  9. São João de Meriti (RJ)
  10. Belford Roxo (RJ)
  11. Teresina (PI)
  12. Duque de Caxias (RJ)
  13. Jaboatão dos Guararapes (PE)
  14. São Gonçalo (RJ)
  15. Cariacica (ES)
  16. Joinville (SC)
  17. Rio Branco (AC)
  18. Aparecida de Goiânia (GO)
  19. São Luís (MA)
  20. Caucaia (CE)

Os números mostram um perigoso defeito da cidade, já que o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição e definido pela Lei nº 11.445/2007 como “o conjunto dos serviços, infraestrutura e Instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais”.

Além da preservação ambiental, o saneamento básico é um direito que aumenta da qualidade de vida das pessoas, principalmente das crianças.

A Prefeitura de Porto Velho se pronunciou por meio da Secretaria Municipal de Integração (Semi) informando que o saneamento básico tem sido tratado a partir da conclusão do Plano Diretor com o início dos trabalhos do Plano Municipal de saneamento básico.

“Nós estamos realizando as audiências públicas nos distritos do Baixo, Médio e Alto Madeira com as audiências públicas para ter a população as informações necessárias a percepção da população com relação a isso para elaboração de um diagnóstico que no futuro vai nos ajudar a construir um prognóstico e no final das contas uma recomendação para que o trabalho que deve ser feito como prioritário dentro da capital do distrito para solução do problema do saneamento básico”, disse Álvaro Luiz Mendonça de Oliveira, secretário municipal de integração.

A previsão é que ainda nesta administração o plano seja concluído para adiante ser aberta uma licitação que execute o plano.

Fonte: G1

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