OURO PRETO DO OESTE (RO)- A BR-364, no perímetro urbano da cidade de Ouro Preto do Oeste, foi fechada por aproximadamente meia hora na manhã desta sexta-feira (28) por manifestantes de várias categorias de trabalhadores, da cidade e do campo, que são contrários à reforma da previdência. O movimento foi pacífico, duas filas quilométricas de veículos se formaram rapidamente nos dois sentidos da BR, os caminhoneiros aguardaram os protestantes fazerem suas reivindicações sem nenhuma alteração, e não foi necessário a interferência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para intermediar crise.
O manifesto contra a reforma reuniu bancários, professores da rede estadual e municipal, alunos, aposentados, caravanas de agricultores de vários assentamentos rurais ligados ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e à Via Campesina – células do MST -, e cidadãos autônomos e sem bandeira. A agência do Banco do Brasil paralisou integralmente as atividades internas pela manhã. Após o protesto na pista da rodovia federal, os manifestantes saíram em passeata pela via marginal da BR e seguiram pela avenida principal da cidade, com vários integrantes de movimento se revezando ao microfone e expondo mensagens em defesa de garantias de conquistas, alegando que haverá um desmonte do estado social e perda de direitos adquiridos ao longo dos anos.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero) distribuiu um panfleto (em frente e verso) elaborado com várias argumentações para a rejeição à reforma da previdência, e no rodapé diagramou uma coluna com a foto dos três senadores e dos oito deputados federais de Rondônia com a frase “Quem votar sim, não voltará!!”. Vários ônibus com agricultores e familiares, incluindo crianças, participaram do protesto. Três ônibus do Assentamento Zumbi, localizado no final da linha rural 203, a mais extensa de Ouro Preto do Oeste, compareceram para apoiar o protesto.
O jornalista Willians Soares, diretor e radialista da Rádio Rondônia FM, que cobria o evento, posou ao lado de um grupo de manifestantes, e se disse impressionado com a união em torno de um objetivo das pessoas que estavam no protesto de hoje. “Se todo cidadão fizesse valer a voz da maioria que é a sociedade, talvez os políticos não achariam que eles são os donos do destino de uma nação”, opinou.
FONTE: CORREIO CENTRAL
FOTOS: CORREIO CENTRAL
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