Leo participa de debate (Foto: ASSESSORIA)
Leo participa de debate (Foto: ASSESSORIA)
Leo participa de debate (Foto: ASSESSORIA)

Aos primeiros minutos desta segunda-feira, o candidato se dirigiu aos eleitores: “Tive a felicidade grande de encontrar pessoas de bem e lhes dizer que nossa campanha é mais humilde. Sou homem público, servidores e empresários sabem disso, não escolhi o caminho da vantagem e da regalia”.

Para o candidato, o adversário “se vitimizou”, agindo nos moldes da “velha política”.  Na semana passada, o tucano alardeou que vinha “sofrendo perseguições e ameaças”, sem, no entanto, dizer quais e de onde partiam.

“O senhor precisa de GPS para sair aqui da SIC TV, porque não conhece a cidade”, ironizou. Em outros momentos do debate, ironizou: “O senhor mora no Rio de Janeiro” – aludindo-se à cidade-sede da empresa do tucano em sociedade com a mulher do senador cassado Expedito Júnior.

O promotor tucano rejeitou coligações, à exceção com o PSDC no qual está o seu candidato a vice-prefeito. E no debate reiterou: “Não temos que dar satisfações a partidos”.

Léo lembrou que fez campanha “pé no chão, com aperto de mão, e não campanha milionária”. No meio do debate, alfinetou o promotor, dizendo que sua candidatura fora concebida em “gabinete de senador cassado”.

O adversário confirmou ser amigo do senador Expedito Júnior “há muitos anos” e que, realmente, foi sócio da empresa com ele. “Mas ela nunca funcionou, nunca faturou um real”, justificou-se. Em seguida, disse que as suas empresas estão no Acre, em Mato Grosso, “gerando empregos”.

No entanto, ameaçou Léo: “O senhor perderá o mandato em 90 a 120 dias” – referindo-se a uma ação da Justiça Eleitoral na qual o candidato fora absolvido por seis votos a zero.

Creches, álcool e drogas

Leo destacou o objetivo de construir 44 creches na periferia. Informou que oito estão em andamento, lembrando que a Caixa Econômica Federal dispõe dos recursos.
“No Bairro Universitário [respondendo a pergunta de um morador], contaremos com apoio da assistência social”. Ao mesmo tempo, comprometeu-se a mobilizar esse setor para conter o flagelo do álcool e da droga, buscando também o apoio de igrejas, cujo trabalho reconhece como imprescindível.

Disse que o nome da creche desse bairro já foi debatido: seria “Caneta da solidariedade”.
“Vamos abrir creches também no Areia Branca e no Lagoinha. Estão foram das creches 85% das crianças de zero a três anos”.
O candidato disse que, eleito, construirá abrigos e mais terminais de ônibus nas regiões mais carentes.

Regularização fundiária e saneamento básico

“No Bairro Flamboyant, a regularização fundiária atrasou. A área foi doada, mas o município não construiu”, lamentou Leo.

“O que tem agronegócio com regularização fundiária, candidato?” – indagou ao adversário, quando este misturou os assuntos. “Temos mais de 40 mil famílias dependentes da terra, seja em áreas de ocupação ou em áreas verdes e 15 mil títulos serão entregues”.

Comentou as propostas para o saneamento básico: “Um dos modelos pretende a privatização da água e do saneamento, mas em Manaus (AM) a água já é a mais cara do mundo”. Reiterou a meta de alcançar 70% de saneamento e abastecimento d’água.
Criticou as propostas de privatização feitas pelo adversário, justificando que, vencedor das eleições, tem caminho aberto com o governo estadual para estabelecer convênios. “Aí, sim, estudaríamos outras propostas: sei como fazer, onde fazer e como fazer”.

Omissão na saúde

“Sua empresa mantinha contratos milionários na área de saúde. O senhor disse que visitou o HB, o Hospital João Paulo II, por que não agiu naquela época contra a indiferença do poder público?”, indagou Leo.

O adversário tergiversou, explicando que na Operação Termófilas fora promotor por quase quatro anos nesse setor e “todas as ações civis públicas estavam propostas há anos”.  Negou serem contratos, “porém, convênios”.

A redução de financiamento público para a saúde foi lembrada por um internauta. Leo reconheceu: “Sim, tem diminuído o poder de arrecadação dos estados e dos municípios, e só se faz saúde com integração [com o Estado]”.

Assinalou: “Cada vez mais o orçamento tem se definhado, mas precisamos ampliar o Programa Saúde da Família com a inclusão de fonoaudiólogos, fortalecendo ainda agentes comunitários e de endemias, porque são pessoas que fazem um trabalho primoroso”.

“Quem tem enfermidade, tem pressa. O pronto atendimento implica redução de fraturas e traumas. E nesse mesmo tempo, proponho discutirmos planos de cargos e salários”.

Turismo, fonte de empregos

“Na Câmara Municipal, criei programa de estagiários”, lembrou o candidato. O adversário chamou-o de “ovo de páscoa”, insistindo na tese da “economia do contracheque”.

Leo devolveu: “O senhor é um produto bem embalado, quer fomentar o turismo sem capacitar; fala em agricultura familiar e nem conhece o setor chacareiro”.
Explicou-lhe que o turismo doméstico deve vir em primeiro lugar, ou seja, o porto-velhense tem o direito de conhecer a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, a Praça das Caixas-d’água e outros pontos.

Diante da incredulidade do adversário em relação à fonte de renda local, Leo propôs o resgate de créditos do Banco do Povo “para quem vende pipoca e algodão doce”. E alertou: “A cadeira de turismo na faculdade ensina bem isso”.
Comodamente, o candidato tucano desviou o assunto para “a reorganização de calçadas e praças, que atrairia sim o turista nacional”. “O senhor nada entende de turismo”, acusou Leo.

Vocações regionais

Porto Velho tem área de 34 mil quilômetros quadrados, que individualmente superam as áreas dos estados de Alagoas e Sergipe.
Em seguida, reafirmou a necessidade de se conhecer, com segurança, a vocação de cada região: “A pecuária na Ponta do Abunã merece um curtume e o couro deve ser agregado à economia nesse setor”.

Mencionou o distrito de União Bandeirantes, atualmente referência em banana, abacaxi e leite, porém, carente de sementes selecionadas, serviços de destoca e presença de extensionistas rurais.

Léo assegurou a organização de patrulhas mecanizadas, “uma em cada região agrícola do município”. E a colocação de um barco para entregar insumos e escoar produtos de áreas ribeirinhas ao longo do Rio Madeira. “Estradas rurais devem ter boa conservação, e é isso que compõe o eixo da agricultura familiar e também o agronegócio”.
Ainda nesse campo, o candidato defendeu agregação de valor ao peixe. “Já precisamos de um frigorífico nessa área, porque aqui é a última porta de saída para Ásia; para Manaus, vamos tirar a barreira sanitária, mobilizando todos os produtores, e assim seremos referência em cooperativismo, a exemplo do Paraná”

Escolas, impostos e terrenos

Léo previu economia de R$ 170 milhões por ano em diversas cotações, incluindo a de papel sulfite. Disse não se ater apenas à regularização de terrenos baldios, para os quais reivindica limpeza multigovernamental. “Temos urgência na redefinição do Plano Diretor, do Código de Posturas, e do IPTU verde”, disse.

“Muitas escolas estão ameaçando desabar sobre as cabeças de alunos e professores, e nelas precisamos instalar internet, adotando também o reforço pedagógico”, assinalou.
Leo pretende manter escolas abertas nos fins de semana, cumprindo objetivo do Plano de Gestão Eficiente. Nesse sentido, comprometeu-se a fazer funcionar duas escolas em tempo integral.

Demissão de servidores

O tucano chamou-o de “cara de pau”, acusando-o de “terrorismo eleitoral” na questão dos servidores públicos. Léo reagiu: “Fui o vereador que mais defendeu os interesses dos servidores. Cara de pau é o senhor, que chegou ontem e já quer mandar na cidade. O senhor coloca palavras na minha boca, e elas nunca existiram”.

O candidato disse que valorizará os servidores de carreira e, à pergunta do adversário da maneira como iria compor o secretariado, garantiu chamar para a administração engenheiros, professores e outros profissionais, “alguns dos quais já foram gestores”.
Assim, segundo Leo, será possível mudar a gestão educacional. “Até então, perdemos programas na área tributária, somos uma das capitais mais ineficientes do País, por isso se investe alto e nem creches são entregues”.

Disse que, além dos profissionais gabaritados, setores da sociedade civil também irão colaborar, podendo ser designados para cargos administrativos membros do Ministério Público, do Tribunal de Justiça e do setor produtivo.

Reiterou o seu projeto para melhorar o trânsito da cidade, com a construção de ciclovias, faixas de rolamento e demais facilidades para a mobilidade urbana.
O estacionamento rotativo também está em pauta: “Porto Velho tem atualmente 100 mil motos e 100 mil automóveis circulando”.

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