O PMDB rondoniense tem posições firmadas com relação às disputas para vereador e prefeito na eleição marcada para outubro, e aposta muito na organização que a sigla tem no Estado, para ganhar pelo menos 35 das 52 prefeituras  e fazer maioria nas Câmaras, disse nesta quarta-feira, 1, o dirigente José Luiz Lenzi.

E a análise do MDB tem algo de verdadeiro: com o fim das coligações partidárias para a disputa das Câmaras de Vereadores (este ano e, a partir de 2022 valendo também para deputados estaduais e federais), siglas com menor estrutura terão dificuldades para fazer nominatas que possam e atrair votos e superar as duas cláusulas de barreira, especialmente a primeira.

Segundo Lenzi, o MDB tem diretórios em todos os partidos, e a posição partidária é que a eleição deste ano seja realizada, mas com adiamento da votação para novembro. Ele explica que mudar datas é difícil, e concorda com a manutenção do calendário conforme já decidido, apenas com prorrogação de um mês para o pleito. “Quem pretende ser candidato este ano já está com tudo pronto em termos de documentação”, acrescentou Lenzi.

Com relação à derrota eleitoral de 2018, quando o candidato a governador pelo MDB, o então presidente da Assembleia Legislativa Maurão de Carvalho, não conseguiu nem ir ao segundo turno e, ainda, o partido viu suas principais “estrelas”, o senador Valdir Raupp e sua esposa deputada Marinha Raupp, serem alijados do processo, Lenzi disse que isso gerou um aprendizado que já está em prática.

Para ele, houve alguns fatores para que o resultado final não fosse favorável ao MDB, sendo  o principal a chamada “onda Bolsonaro”. O segundo a desatenção com as redes sociais e o terceiro a falta de diálogo maior com as bases do partido – do que, na época, esse grupo reclamava muito. “Cada eleição traz algo novo e nos ensina. Tenho certeza que o partido aprendeu muito com o que aconteceu ali e estamos prontos para dar a resposta”.

CLÁUSULA DE BARREIRA

A cláusula de barreira é o cociente eleitoral, cálculo feito a partir da divisão dos votos válidos (dados ao partido ou a cada um candidato) pelo número de cadeiras disponíveis, ou, no caso de Porto Velho, para que um partido eleja um vereador serão necessários em torno de 13 mil votos nominais ou na sigla, e o candidato consiga pelo menos 10% desses votos.

Sem a coligação que permitia eleições de candidatos praticamente sem votos, desde que um ou dois “puxassem” a quantidade, a organização partidária e uma boa nominata podem ajudar, mas os chamados “partidos cartoriais” terão uma dura batalha pela frente para conseguirem eleger vereadores.

Fonte: Lúcio Albuquerque

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