br3A cena se repete pelo segundo ano consecutivo no sul da Amazônia, apesar de a previsão do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) divulgada na mídia, ainda em 2014, garantir que uma enchente de grandes proporções, como a que ocorreu em Rondônia no ano passado, se repetisse somente daqui 180 anos, o temor de isolamento do estado do Acre só aumenta a cada dia.
Neste sábado (21), as águas do rio Madeira atingiram um lado da rodovia federal BR-364, entre Porto Velho e Rio Branco, na altura do distrito de Mutum Paraná, que pertente à Porto Velho.
Em Abunã, também em Porto Velho, a régua da estação telemétrica operada pela Agência Nacional de Águas (ANA) indicou nível de 21,52 metros. O nível normal é de 18,25 metros e a cota de alerta para enchente é de 20,12 metros.
1637Já em Porto Velho, outra estação telemétrica, também operada pela ANA, mostrou hoje, domingo 22, nível de 16,39 metros do rio Madeira sendo que o limite para a cota de alerta é de 14,19 metros.

 

Região do Cai N'água, hoje pela manhã. Foto Abdoral Cardoso.
Região do Cai N’água, hoje pela manhã. Foto Abdoral Cardoso.

Em 30 de março de 2014, o nível máximo chegou a 19,74 metros, o maior já monitorado na região. Mais de 500 mil pessoas no Acre e Rondônia foram afetadas pela cheia do rio Madeira que durou quase quatro meses.
O governo do estado do Acre não informou sobre a possibilidade novamente de faltar medicamentos, alimentos e combustível, como ocorreu no ano passado, mas entidades empresariais se mostraram preocupadas diante do crescente nível do rio Madeira.

Fonte: Mais RO com De Olho no Tempo

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