Este mês, dragas usadas para o garimpo ilegal voltaram a operar na área de proteção ambiental do Rio Madeira em Porto Velho. Além de temerem pela própria segurança, ribeirinhos se preocupam com os danos que a atividade acarreta ao meio ambiente.

Durante uma manhã, a equipe da Rede Amazônica conseguiu contar pelo menos oito dragas na margem contrária a Porto Velho.

Os moradores garantem que o número é bem maior e que elas funcionam a todo vapor no horário noturno.

“O foco mesmo é depois das 18h30. E é a maior bagunça [dentro das dragas], prostituição, tráfico de entorpecentes, foguete. A gente não tem paz aqui”, diz uma das testemunhas que preferiu não se identificar.

Ainda de acordo com os ribeirinhos, há pelo menos três semanas o garimpo está funcionando em local proibido.

No Rio Madeira, a faixa que compreende desde a Usina de Santo Antônio até o Belmont, pertence a área de proteção ambiental, portanto não é permitido qualquer tipo de atividade.

Os moradores têm medo de mostrar o rosto e temem, não só pela própria segurança, mas os ricos que o garimpo pode trazer à natureza.

“Ontem mesmo eles estavam aqui na beira do rio lavando ouro com mercúrio. O peixe vem, come o mercúrio. E tanto nós ribeirinhos quanto o pessoal da cidade vamos consumir”, diz um morador.

O secretário da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Elias Resende, informou que tomou conhecimento do retorno das dragas na região de proteção durante o último fim de semana.

Ele disse que a Sedam e o Batalhão da Polícia Ambiental apreenderam três dragas no mesmo local. E destacou que a secretaria está monitorando de perto, mas precisa da força policial para agir.

A Polícia Ambiental também destacou outras operações. Segundo o órgão, só este ano foram 40 dragas apreendidas por operarem na área de proteção do Rio Madeira.

Fonte: G1

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