Dra. Taíssa aborda caso de maus-tratos a criança acorrentada dentro de casa em Porto Velho

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A deputada estadual Dra. Taíssa, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, Adolescente, Mulher e Idoso, expressou sua indignação diante de um caso chocante de maus-tratos a uma criança de 10 anos, durante a comissão realizada nesta terça-feira (28), na Assembleia Legislativa de Rondônia.

O crime de maus-tratos veio à tona quando um técnico da concessionária de energia descobriu o menino acorrentado e trancado dentro de sua própria casa, na capital. O vídeo feito pela Polícia Militar mostra a situação deplorável em que a criança se encontrava: acorrentada, vestindo apenas uma bermuda, sentada em um colchão sem lençol, com marcas de queimaduras em uma das pernas.

Durante sua fala na sessão, a parlamentar manifestou sua indignação diante do ocorrido, “hoje pela manhã, assistindo ao jornal ao lado do meu pai, me deparei com uma notícia triste sobre uma criança acorrentada dentro de sua própria casa em nossa capital. Fiquei estarrecida. Precisamos entender quais políticas públicas estão sendo implementadas para evitar que essas tristes realidades se repitam”, expressou a deputada.

A parlamentar propôs um requerimento convidando o Conselho Tutelar a participar de uma sessão da Comissão, a fim de fornecer informações relevantes sobre o caso e discutir medidas efetivas para a implementação de políticas públicas de proteção às crianças e adolescentes.

“Vamos emitir uma nota de repúdio a esse ato repugnante. É nossa responsabilidade, através da Comissão, promover ações que protejam nossos filhos. Nós, como legisladores, precisamos trabalhar para garantir que as políticas públicas estejam em vigor e que casos tão cruéis não se repitam”, afirmou a deputada.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, Adolescente, Mulher e Idoso continuará acompanhando o caso de perto, buscando justiça e medidas efetivas para proteger as crianças do estado.

Entenda o caso

Na última segunda-feira (20), uma criança de 10 anos foi encontrada acorrentada, com fome e sozinha dentro da residência do pai, na zona norte da capital. No dia do ocorrido, um técnico da concessionária de energia da capital estava trabalhando, quando foi informado por uma criança, que seu colega estava preso e com fome dentro de uma residência.

Ao ouvir o relato da criança, o homem entrou na casa, que não possui portão, e viu o menino preso a uma corrente com cadeado na janela da frente, logo ligou para a Polícia Militar que enviou uma guarnição até o local.

Segundo a polícia, o menino apresentava sinais de desnutrição, queimaduras no corpo e estava ‘preso’ por cadeados há cerca de três dias. O pai e a madrasta foram presos em flagrante e responderão pelos crimes de tortura e corrupção de menores.

Assessoria parlamentar