quarta-feira, maio 18, 2022
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Diretora-Geral da Ciperon e Norte Educacional, envolvidas com fraudes em diplomas tem prisão preventiva decretada

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A pedido do Ministério Público do Estado de Rondônia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), o Juízo da Comarca de Guajará-Mirim decretou a prisão preventiva de Doranilda Alves da Silva Borges, diretora-geral de entidades envolvidas com fraudes em diplomas de graduação e pós-graduação, com sede em Nova Mamoré, denominadas Ciperon e Norte Educacional.

Com a deflagração da Operação Apate, na manhã deste de terça-feira, 7 de novembro, Doranilda foi conduzida coercitivamente para prestar depoimento na Promotoria de Guajará-Mirim e, diante dos fatos apurados até o momento, o GAECO requereu sua prisão em flagrante, pedido que foi atendido pelo Juízo da Comarca.

A organização criminosa desmantelada pela atuação do Ministério Público, voltada à prestação de serviços de caráter educacional, ludibriou inúmeros alunos ao dar aparência de regularidade aos cursos ofertados, obtendo vantagem patrimonial com as fraudes praticadas. O esquema consistia, basicamente, na oferta de cursos de graduação e pós-graduação que, quando concluídos, davam aos alunos diplomas ideologicamente falsos, adquiridos ilegalmente de diversas instituições de ensino sediadas em variados estados da federação.

A organização estava instalada em pelo menos 17 localidades, das quais 14 estão localizadas em Rondônia. Segundo estimativas, a entidade educacional ligada à organização criminosa tem atualmente cerca de 1300 alunos matriculados, além do número não apurado de vítimas atingidas que já receberam os falsos diplomas.

A Ciperon tem cerca de 200 alunos em Santo Antônio do Matupi, matriculados nos cursos de pedagogia, psicologia, agronomia, educação física, administração e técnica de enfermagem.

Há dias os estudantes já vinham desconfiando da legalidade da empresa, que recentemente trocou de razão social na Receita Federal e não dava nenhuma satisfação em Matupi. O Ciperon passou a se chamar Norte Educacional.

 

 

Sem autorização do Ministério da Educação (MEC) para funcionar, a Ciperon/Norte Educacional cometia crimes de falsidade ideológica e estelionato, além de outros, ao emitir diplomas com selos de faculdades de outros estados adquiridos ilegalmente.

Na região, atuava em 17 localidades, sendo 14 só em Rondônia, com aproximadamente 1.300 pessoas matriculadas, sem contar os já “diplomados”.

São cumpridos em Rondônia, com apoio da Polícia Civil, 33 mandados de busca e apreensão e 23 conduções coercitivas.

A Justiça determinou a indisponibilidade dos bens dos proprietários e demais investigados.

 

Foto: Reprodução/site O Mamore  

Fonte: Ascom MPRO