Em uma coletiva de imprensa sobre a segurança das eleições dos Estados Unidos, nesta quarta-feira (21), o Departamento Federal de Investigação (FBI), alertou sobre uma tentativa de interferência da Rússia e do Irã no processo eleitoral.

Segundo o porta-voz, John Ratcliffe, o presidente Donald Trump teria instruído à inteligência do país que observasse a segurança das eleições deste ano, para “torna-la a mais segura da história do país”.

Ele afirmou que nada era “mais sagrado e fundamental para a democracia dos Estados Unidos que uma pessoa significasse um voto”. O FBI teria identificado que a Rússia e o Irã estariam tentando influenciar a opinião dos norte-americanos, agora durante as eleições.

De acordo com John Ratcliffe, o Irã e a Rússia teria obtido registros e informações de eleitores, para assim, enviar emails com informações que poderiam manchar a imagem do presidente Trump. O órgão de inteligência afirmou que teve acesso ao conteúdo destes emails nas últimas 24 horas.

O Irã estaria ainda divulgando um vídeo, o qual foi classificado como falso pela agência de inteligência. “Essas são atitudes desesperadas de adversários desesperados”, disse John Ratcliffe. Por fim, ele garantiu que os votos e dados dos eleitores norte-americanos estão seguros.

Ratcliffe chegou a informar que não identificou envio de e-mails por parte da Rússia, mas que os russos obtiveram informações de eleitores.

Ações visavam prejudicar Trump

O FBI afirma que e-mails falsos estão sendo enviados para intimidar os eleitores e “prejudicar o presidente Trump”, disse Wray.

Há registro de eleitores democratas em swing states, incluindo Flórida e Pensilvânia, que teriam recebido e-mails com intimidação, em que os autores fingiam ser do grupo Proud Boys, dizendo que “nós iremos atrás de você” se os destinatários não votassem no presidente Donald Trump.

A operação de intimidação de eleitores aparentemente usou endereços de e-mail obtidos nas listas de eleitores do estado, que incluem filiação partidária e endereços residenciais e podem incluir endereços de e-mail e números de telefone.

Esses endereços foram então usados ​​em uma operação de spam direcionada. Os remetentes alegaram que sabiam em qual candidato o destinatário estava votando na eleição de 3 de novembro.

Um porta-voz da missão do Irã nas Nações Unidas negou que o país tenha tentado interferir no processo eleitoral norte-americano.

“O Irã não tem interesse em interferir nas eleições nos EUA e não tem preferência pelo resultado”, disse o porta-voz Alireza Miryousefi, em comunicado.

Fonte: Terça Livre

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