Lazinho decide enfrentar a Executiva Nacional para ficar com a Cascavel

 

RETICÊNCIAS POLÍTICAS  –  Por Itamar Ferreira (*)

… o Partido dos Trabalhadores (PT), em todo Brasil, vai às urnas no próximo domingo (9) no chamado Processo de Eleição Direta (PED), para eleger os novos Diretórios Municipais (DM); bem como, os delegados ao Congresso Estadual e Nacional que elegerá os presidentes dos Diretórios Estaduais e do Nacional.

Em Rondônia a disputa está entre o novato na máquina partidária, Lazinho da FETAGRO (Federação dos Trabalhadores na Agricultura), um agricultor familiar, sindicalista e militante histórico do PT em Rondônia, que apesar da longa trajetória de militância nunca ocupou cargo de direção no Partido; de outro está Padre Ton ex-prefeito de Alto Alegre dos Parecis, ex-deputado federal, candidato ao governo do Estado nas últimas eleições, atual presidente do PT em Rondônia e vice-prefeito de Alto Alegre.

As eleições internas do PT foram antecipadas, principalmente sob inspiração de sua liderança máxima o para sempre presidente Lula, com o objetivo de renovar as direções partidárias, dando ao Partido a possibilidade de inovar suas práticas; pois o PT tem sido alvo de uma sistemática campanha de ódio na grande mídia, nas redes sociais sob a influência desta e uma perseguição do aparato judicial do país sem precedentes na nossa história.

Padre Ton é sem dúvida uma grande liderança e com certeza estará entre os deputados federais e/ou estaduais que o PT elegerá em 2018; deputados que serão eleitos principalmente em função de como os trabalhadores e o povo tem sido vergonhosamente traídos pela atual bancada federal, com louváveis exceções. Mas na avalição deste escrevinhador de mal traçadas linhas, não seria a melhor opção para continuar a presidir o Partido.

Padre Ton terá muito menos capacidade de motivar a militância e os simpatizantes (mesmo depois de todo o massacre midiático e judicial todas as pesquisas indicam que o PT é o partido com maior número de simpatizantes entre os brasileiros, isso não é pouca coisa). Estes simpatizantes e aqueles que saíram do partido, felizmente poucos, podem ingressar e reingressar no PT novamente, se o resultado dessas eleições não for mais do mesmo; ou seja, o continuísmo de calejadas e conhecidas lideranças partidária.

Por outro lado, Lazinho, que trás consigo os bons e desejados ares de renovação porque nunca fez parte de Direção partidária, estaria mais apto a catalisar e conduzir o desejo de mudança e inovação da militância; já que, se por um lado é neófito na máquina partidária, de outro possui grande experiência de organização, tem presidido por muitos a maior organização sindical do Estado, a FETAGRO, que é um exemplo de organização de coletivos de mulheres, jovens, aposentados (melhor idade), dentre outros.

Além dessa vasta experiência em organização sindical e social, Lazinho da FETAGRO é o nome do PT que atualmente mais tem capacidade de dialogar para fora do Partido; pois como deputado Estadual, o único do PT na Assembleia Legislativa, Lazinho é reconhecido pelos trabalhadores e pelos seus pares de parlamento como hábil articulador das causas sindicais, do campo e da cidade, conseguindo aprovar inúmeras proposições, barrar várias questões prejudiciais aos trabalhadores e realizar dezenas de audiências públicas com temas de interesse de sindicatos urbanos e rurais; principalmente, dialogando com representantes de ruralistas, madeireiros, empresários, dentre outros.

Como não sou candidato a nenhum cargo neste PED, me sinto à vontade para fazer estas considerações e para manifestar o meu voto: LAZINHO DA FETAGRO Presidente do PT-RO.

(*( Itamar Ferreira é bancário, sindicalista, presidente da CUT, formado em administração e com pós-graduação em metodologia do ensino pela UNIR e formando em Direito na FARO.

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