Deputado do PL se manifesta com preconceito racial ao criticar decisão do STF

BRASILIA- “Por que dia negro? Até nisso disseminam o preconceito. É comum para as pessoas e um país racista associar coisas ruim ao negro ou a cor preta. Lamentável”, postou o internauta Gilson Queiroz, ao ver uma postagem do deputado federal Capitão Augusto (PL-SP) que criticou a decisão do STF sobre prisão em segunda instância.

Outra internauta, levantou que o deputado bolsonarista tenta criar pânico na população espalhar espalhar fake news de que a decisão do STF vai colocar nas ruas mais de 5 mil presos, dentre eles, Nardoni e Champinha. O que não é verdade. “Os dois foram presos em flagrante em casos de assassinato, crimes que não saem sob fiança, nem podem responder em liberdade”, disse a Luciana Lula Fonseca. Desde a primeira instância que eles respondem presos. E assim continuarão até cumprir suas penas. Além disso, Champinha, foi dado como caso clínico e está em um manicômio.

O deputado Capitão Augusto, relator do Pacote Anticrime na Câmara e presidente da Comissão de Segurança Pública da Casa, encabeçou petição que reuniu pouco mais de  50 assinaturas de parlamentares contra a mudança do entendimento do STF sobre prisão em segunda instância. Para Capitão Augusto, manter a possibilidade de prisão em segunda instância é uma questão de “segurança jurídica e da efetividade da justiça”.

Por 6 votos a 5, a tendência da revisão do entendimento do Supremo foi confirmada na noite desta quinta-feira. A possibilidade de prisão antes do trânsito em julgado dividiu promotores, advogados e a classe política. Os promotores veem a medida como uma “resposta à impunidade”, ao passo que advogados alegam que ela é “uma afronta ao artigo 5.º, inciso LVII, da Constituição do Brasil” – “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

 

 

Fonte: Mais RO com informações de UOL Noticias

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