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Defesa Civil prepara espaço para abrigar famílias do Baixo Madeira
Com a elevação do nível do rio Madeira para 18,52 metros, registrada ontem, a Coordenação da Defesa Civil Estadual anunciou que o Exército Brasileiro está providenciando o compartilhamento de espaços no Ginásio Claudio Coutinho, localizado na rua Pinheiro Machado com Avenida Farquar, para abrigar as famílias desabrigadas dos distritos de Nazaré e São Carlos, que são afetadas pela enchente histórica.

Paralelamente a estas providências, também está sendo preparado o terreno localizado ao lado do ginásio para acomodar os bens dos desabrigados da região do Baixo Rio Madeira. No total, até o momento, já são  1.820 as famílias impactadas pelos efeitos da enchente, sendo que destas, 422 são desabrigadas, o que significa que perderam suas habitações e estão alojadas em escolas, igrejas e outros locais oferecidos por entidades particulares.

A Defesa Civil está aguardando do Exército a resposta sobre a possibilidade de instalar uma estação móvel de rádio em São Carlos e em Nazaré para assegurar comunicação imediata a partir destas comunidades, uma vez que não há mais contato via telefônica em razão da enchente. Estas localidades também receberão 1.100 cestas básicas até que seja concluída a remoção das famílias para o ginásio Claudio Coutinho.

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Em Guajará Mirim, onde 250 pessoas estão desabrigadas, segundo a prefeitura municipal, e em Nova Mamoré, onde não há desabrigados, mas os efeitos da enchente afetam o comércio e, principalmente os empregos. A Defesa Civil providenciou o transporte de cestas básicas, água potável e hipoclorito estes locais. Também está assegurado o transporte diário de pacientes para a capital e suprimentos de saúde para atender as comunidades atingidas pela cheia.

Em relação aos transportes, a BR-364 apresenta, segundo relatório da Defesa Civil Estadual, cinco pontos críticos, sendo que em alguns a água chegou a 73 centímetros acima da pista. No distrito de Jacy-Paraná a, lâmina d’água sobre o asfalto estava ontem em 30 centímetros após a ponte. O tráfego segue liberado para caminhões pesados, mas apenas durante o dia.

Texto: Nonato Cruz
Fotos: Corpo de Bombeiros

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