O número de novos contaminados deu um salto, em menos de uma semana: de 95.999 na quinta passada, dia 31, para 97.197, ou uma média diária, arredondando, de 240 rondonienses contaminados. E isso apenas no último dia de 2020 e nos primeiros quatro de 2021. Foram 23 mortes neste período, embora tanto o do número de casos novos como de óbitos possam estar subestimados, por causa dos feriadões, quando há maior dificuldade de se ter números atualizados em todas as regiões do Estado. Também é preocupante o total de internados nos hospitais e UTIs. Em 31 de dezembro, eram 307. Na terça, subiram para 342, numa ascensão perigosa, que coloca o sistema hospitalar rondoniense contra a parede. Em cidades pólo, como Cacoal e Ji-Paraná, as UTIs já estão lotadas. E caminham para a lotação total as de Porto Velho. Caso não haja uma imediata diminuição de novos casos e internações, o sistema todo pode entrar em colapso em poucos dias. As mortes também cresceram. Eram 1.917 dia 31 e subiram para 1.840 na terça. Os números não foram maiores porque, nesse período, em três dos cinco dias, os boletins da Sesau não registraram mortes em Porto Velho. Não será surpresa se, pelo menos uma dezena delas, ainda não computadas, entrarão nos próximos boletins. Só a Capital rondoniense já teve, até agora, nada menos do que 944 mortes causadas pelo vírus. Isso sem contar as 12 mortes da terça-feira no Estado, três delas na Capital. Dos mais de 97 mil infectados, perto de 83 mil estão recuperados. Mas, infelizmente, a reinfecção é real e pode voltar a atacar quem se curou…

Fonte: Blog Opinião de Primeira/Sérgio Pires

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