Congresso do Sintero debate sobre as novas políticas públicas implantadas na Educação

O Sintero realizou no último final de semana o  XV Congresso Estadual dos Trabalhadores em Educação, com o tema “Educação Pública: Desafios e Resistência”. Como parte da programação, foi realizada uma roda de conversa com especialistas nacionais e estaduais com o tema: “As novas políticas implantadas na educação pública: a quem interessa? ”.

Apesar de pouco tempo no governo, o atual presidente Jair Bolsonaro tem desenvolvido um conjunto de ações que caminham em contramão das políticas educacionais construídas com esforço e resistência ao longo de anos. Entre as ações podemos destacar:  a queda no número de bolsas de pesquisa, o esvaziamento de ações para a educação básica, o abandono de investimentos federais para bolsas de alfabetização e apoio à educação integral, o corte de 30% das Universidades e Institutos Federais, entre outras coisas.

Diante de tantos ataques, o Sintero organizou uma Mesa Redonda com mediação do advogado da entidade, Adércio Dias, e participação dos convidados, Alessandra da Costa Lunas, presidente da FETAGRO, Carlos Abicalil, assessor parlamentar de Mato Grosso, Walterlina Brasil, professora da Universidade Federal de Rondônia, Guelda Andrade, secretária de Políticas Educacionais no SINTEP/MT e Gilmar Soares, secretário de Assuntos Educacionais da CNTE. Para mediar

Para Walterlina Brasil, as novas políticas interessam a um Estado regulador, que tem como objetivo a mercantilização e privatização das instituições públicas, através dos cortes nos repasses de verbas e dos esvaziamentos dos programas educacionais.

Em seu discurso, Alessandra Lunas falou sobre a educação das crianças que residem no campo e os recorrentes casos de fechamento das escolas nessas áreas. “Estamos vivendo com constantes casos de desumanização nas escolas por meio do projeto de mediação tecnológica e com o fechamento de escolas. Precisamos unificar a nossa luta em defesa da nossa Educação Pública”, disse.

O palestrante Carlos Abicalil, argumentou que tais ações do governo tem o objetivo de aumentar a desigualdade social através da falta de instrução da grande massa. “O grande interesse é dominar a sociedade por meio da ignorância”, falou.

O convidado Gilmar Soares disse que a principal finalidade dos ataques ao sistema educacional é atender aos anseios do capitalismo rentista.

O evento que teve três dias de duração, contou com a participação de aproximadamente 750 congressistas, entre eles palestrantes, convidados e delegados de base eleitos nas assembleias realizadas em todo o Estado.

A abertura do evento foi conduzida pelos alunos do Projeto “Rádio Falante” a Escola Orlando Freire, apresentando os alunos da Escola de Música Francisco Lázaro dos Santos – Laio, que tocaram o Hino Nacional e o Hino de Rondônia e, também, as ginastas Bruna Scheneider e Cassiane Silva, que fizeram uma apresentação da modalidade de ginástica rítmica, projeto da Escola Dom Pedro I.

A mesa de abertura do Congresso foi composta pela presidente do Sintero Lionilda Simão, Nereu Jose Klosinski, presidente da Central Única dos Trabalhadores de Rondônia (CUT/RO), Joelson Chaves, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil de Rondônia (CTB/RO), Gilmar Soares, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Joelna Holder,  presidente da Comissão Permanente de Educação da Câmara Municipal de Porto Velho, Cleusa Ferreira Mendes,  Diretora da Regional Norte e o Superintendente do Sebrae em Rondônia, Daniel Pereira.

Todos os integrantes da mesa discursaram e parabenizaram a diretoria do Sintero pela realização do XV Congresso.

Em seu discurso, a presidente Lionilda Simão pediu aplausos para todos os alunos que fizeram apresentações, destacando que as atividades são o exemplo de Escola Pública que o Sintero almeja. Também discursou sobre a definição do tema do Congresso, destacando que as recentes atitudes governamentais precarizam o Ensino Público, como exemplo a Emenda Constitucional nº 95, que congela por 20 anos os investimentos em  Educação.

“Não vamos aceitar que a Educação Pública sofra com desmontes. A classe trabalhadora e o povo brasileiro precisam resistir. Caso contrário, perderemos cada vez mais os nossos direitos”, disse.

Após as discussões foram feitos sorteio de brindes para os congressistas presentes.

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