Confúcio Moura elogia gestão do Ministério da Educação e cobra a retomada das obras inacabadas

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Em discurso no Plenário do Senado, o senador se diz esperançoso com a nova equipe do MEC e  que o Brasil possui boas referências na educação

Ao fazer o pronunciamento nessa segunda-feira (15), durante a sessão não deliberativa do Senado Federal, o senador Confúcio Moura (MDB/RO) disse que o atual Governo Federal merece reconhecimento pela escolha do ministro da educação, Camilo Santana, e da equipe técnica, e aproveitou para manifestar o seu desejo de ver retomadas as 4.473 obras inacabadas com as quais convive a educação pública brasileira.

Confúcio Moura disse que o ministro e senador eleito pelo estado do Ceará, Camilo Santana, que também é professor, acumulou vasta experiência no setor público e, tão logo foi designado para o MEC, escolheu uma equipe de auxiliares experientes e qualificada, com oito mulheres, entre os 11 integrantes.

Entre muitos nomes relevantes no MEC, consta o da professora Izolda Cela, mestre em gestão da educação, ressaltou Confúcio Moura. Segundo ele, a nova secretaria executiva do MEC tornou-se a primeira mulher a governar o Estado do Ceará em 2022, de modo que seu currículo simboliza bem o alto nível do grupo ministerial atual.

O senador afirmou que a educação no Estado do Ceará tem se destacado no cenário nacional e destacou do município de Sobral, que em 2014 passou a liderar o ranking nacional do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB. Confúcio lembrou o exitoso modelo municipal que orientou as reformas em todo o Ceará desde 2007, quando o ex-Prefeito Cid Gomes se tornou Governador. “Cid foi sucedido pelo então governador Camilo Santana e por Izolda Cela. Ambos tiveram o bom senso de aprofundar o ótimo modelo que haverá de guiar reformas educacionais do Brasil a iniciar na gestão que ora assumem”, elogiou Confúcio Moura.

De acordo com o parlamentar rondoniense, em qualquer país do mundo a política avança por ciclos, em que as experiências informam o que deve ou não ser mantido e revela os ajustes necessários nas políticas já testadas, para que os avanços se consolidem e, com isso, sinalizam para o que deve ser abandonado por insuficiência de resultados. Segundo ele, essa lição merece iluminar o Brasil no esforço pela educação para todos – e o Ceará é uma boa referência.

Obras inacabadas ou paralisadas

Com os novos quadros no Ministério da Educação, Confúcio Moura disse que brota a esperança na retomada das 4.473 obras inacabadas do sistema educacional como um todo, inclusive por seu potencial de geração imediata de emprego e renda. “Tendo em vista o problema, apoiamos a urgente retomada das obras de creches inacabadas e que estão paralisadas, das escolas e de outros equipamentos públicos”, disse Confúcio Moura.

Confúcio Moura sugeriu ao Ministro da educação que o MEC reavalie a extinção de sua Secretaria de Alfabetização. “Nem sei se já foi recomposta. Medida que nos pareceu apressada, uma vez que os analfabetos ainda são milhões no Brasil. Do mesmo modo, a rápida extinção da Diretoria de Políticas de Educação Bilíngue, especialmente voltada à educação português/libras, merece uma reflexão mais aprofundada, pois contribuem em muito para os melhores resultados na educação especial”, cobrou.

O senador enfatizou que o investimento em educação não é gasto público. “Trata-se, isso sim, de investimento público, investimento na economia do país, investimento na geração de emprego e renda, investimento na qualidade de vida da sociedade brasileira. Assim como um mantra, todos passarão a conviver com essa verdade absoluta e necessária”, concluiu o senador.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado