Confúcio cobra providência da classe política para transformar a educação no Brasil




 

Em pronunciamento, nesta quinta-feira (14), o senador Confúcio Moura (MDB/RO) citou o massacre na Escola Estadual Raul Brasil, no município de Suzano/SP, para cobrar mais atenção dos poderes na construção de políticas públicas que visem a transformação e a qualidade do ensino no país.

“Observamos o noticiário nacional massivo sobre a tragédia, com a matança de alunos, professores e coordenadores de educação, o que comoveu sobremaneira a população brasileira. Muito triste! Isto tudo, vem progressivamente acontecendo, das mais variadas formas: a falta de respeito pela escola”, lamentou Confúcio.

O senador define a escola como o equipamento público social mais importante de um bairro, sendo a referência de endereço e de histórias dos alunos. Segundo o parlamentar, a escola vem perdendo a sua autoridade, a sua influência e seu respeito na comunidade. Confúcio descreve que a escola na atualidade passou a ser um ambiente de medo. “Progressivamente, na hora do recreio, que é o momento mais gostoso das aulas, passa-se a observar o espetáculo das brigas das facções internas das escolas. Lá fora, na rua, ainda na porta, os grupos se digladiam, cercados por colegas que aplaudem as brigas”, assevera.

Para o senador, a violência contra os professores e o desequilíbrio das escolas são resultados da falta de respeito e de disciplina interna, além do tráfico e da bandidagem do entorno. “A escola ficou vulnerável, ficou frágil; os professores acuados, chegando ao ponto de tragédias dolorosas, como a que o povo brasileiro assistiu nesta semana”, recordou.

 

Na ocasião, lembrou também de uma instituição de ensino em Porto Velho/RO, a Escola Manaus, que foi depredada 39 vezes, tudo registrado em boletim de ocorrência. Como governador do Estado, Confúcio contou que naquele momento só lhe restou a militarização da escola. “Hoje, há filas para matrículas, com pais orgulhosos das crianças e uma interação família, professor e escola”.

 

Por fim, questionou a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) sem mudanças efetivas na infraestrutura das escolas. “Ela é boa, é exemplar, é uma referência mundial termos três disciplinas essenciais nucleares, como a matemática, a língua portuguesa e o inglês, mas nós temos que montar esses laboratórios. A matemática de quadro-negro ou a matemática de materiais e jogos para ensinar as crianças?”, indagou

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