Comissão Eleitoral do SINSEZMAT renuncia provocando o cancelamento da eleição e necessidade de diretoria provisória

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A estratégia do atual presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Zona da Mata (SINSEZMAT), mais conhecido como Felipin, de omitir informações e documentos à Comissão Eleitoral, como a lista de filiados aptos a votar, além de pressionar para que a chapa de oposição fosse impugnada para que o grupo da atual diretoria pudesse concorrer com chapa única, parece ter sido um verdadeiro “tiro pela culatra”; pois indignados com a situação o presidente da Comissão e os outros cinco membros renunciaram nesta segunda-feira (28). A informação foi repassada através do Ofício nº 13/CCE/Gestão 2018-2022/2018, datado de 28/05/2018, endereção ao candidato a presidente da Chapa 02 “Por Renovação – Avante”, o professor Márcio Mateus.

No ofício foi comunicado que: “CONSIDERANDO que estamos a 04 dias úteis das eleições, conforme agendado, o que torna a atuação da Comissão Eleitoral prejudicada e que poderia comprometer a realização da mesma. Eu, como Presidente, conforme atribuição que me foi incumbida; tenho como temerário insistir no respectivo cronograma. E não assistindo a essa comissão o direito de prorrogar a data das eleições, assim entende razoável que essa Comissão seja dissipada e informada ao Presidente deste Sindicato para nova convocação de Assembleia Geral Eleitoral, bem como constituição de nova Comissão Eleitoral, se necessário. Iniciando o certame novamente. Sendo colocada essa proposição em discussão e votação, foi aceita por unanimidade por todos os membros da Comissão Eleitoral.

O documento está assinado pelo presidente da Comissão, Manoel José Vicente de Oliveira, além dos demais membros, tesoureiro Nivaldo Damasceno, secretária Raquel Martins Pereira, e os membros Almerindo Félix Tereza e Clovis Antônio de Souza. Diante dessa inédita e inusitada decisão, a eleição que seria no próximo dia 06 de junho terá que ser anulada, uma nova assembleia, de convocação de eleições e eleição de comissão eleitoral, realizada e um novo edital de convocação da eleição publicado. Com isso, não haverá tempo hábil para se realizar a eleição 30 dias antes do término do mandato, que é em 05 julho próximo, como determina o Estatuto do SINSEZMAT.

A consequência imediata dessa situação é que a nova assembleia que for convocada para eleger uma nova Comissão Eleitoral terá que eleger, também, uma diretoria provisória para assumir a administração do Sindicato a partir do dia 06 de julho, quando termina o mandato da atual diretoria, a fim de concluir o processo eleitoral e dar posse à nova diretoria do SINSEZMAT. O candidato Márcio Mateus elogiou a decisão serena de todos os membros da Comissão Eleitoral e disse que “essa atitude vai impedir que a diretoria do Sindicato concorra mais uma vez com chapa única e permitir, pela primeira vez, que os servidores municipais da Zona da Mata possam escolher de forma legítima e democraticamente a diretoria do SINSEZMAT”.

Assessoria: CUT-RO.

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