indiosO acesso dos indígenas de Rondônia à educação superior cresceu em 2015. Nos anos anteriores, a Universidade Federal de Rondônia (Unir) registrava quase nenhum indígena entre seus alunos. Após recomendação do Ministério Público Federal (MPF), o quantitativo subiu para 11 indígenas matriculados na Universidade neste ano.

A recomendação do MPF fez com que a Unir alterasse seu sistema de cotas no vestibular de 2015. Assim, mais indígenas conseguiram ingressar no ensino superior público. Com o novo método, as cotas destinadas aos pardos, negros e indígenas deixaram de ser somadas e passaram a ser consideradas individualmente. Dessa forma, os estudantes passaram a concorrer em seus respectivos grupos (indígenas só concorrem com outros indígenas, por exemplo). Antes, todos concorriam juntos e isto reduzia muito as chances de ingresso dos indígenas na Unir.

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Atualmente, há indígenas cursando Direito, Gestão Ambiental, Pedagogia, Medicina Veterinária, além de outros cursos superiores. Os alunos são de várias etnias: Suruí, Gavião, Oro Mon, Cassupá etc.

Neste ano, a mesma recomendação foi expedida ao Instituto Federal de Rondônia (Ifro) para que altere seu método de cotas de forma que separe as cotas relativas a negros, pardos e indígenas, possibilitando que seus cursos técnicos sejam mais inclusivos. O Ifro ainda não definiu se vai acatar ou não a recomendação.

Além das recomendações, o MPF firmou acordo com a Faculdade São Lucas que se comprometeu a ofertar 25 bolsas integrais de estudos aos povos indígenas – cinco bolsas por ano, durante o período de cinco anos. O MPF tem fiscalizado o cumprimento do acordo e verificou que no segundo semestre de 2014 e já no início do semestre de 2015, os indígenas aprovados em processo seletivo estão devidamente matriculados.

Atualmente, a Faculdade São Lucas tem 10 estudantes indígenas. Entre os cursos dos graduandos indígenas estão Administração, Biomedicina, Direito, Enfermagem e Fonoaudiologia.

Fonte: MPF/RO (www.prro.mpf.mp.br)

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