Três meses depois do início da campanha nacional de vacinação, Rondônia é o segundo estado com a menor taxa de imunização. Apenas 8,82% da população recebeu pelo menos uma dose das vacinas Astrazeneca/Fiocruz ou CoronaVac até o momento. Pior que Rondônia, apenas o Mato Grosso (8,6%).

De acordo com os dados da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), divulgados sábado (17), até o momento, o estado recebeu do Ministério da Saúde (MS) 333.108 doses de imunizantes e aplicou 205.432.

Conforme o ranking, o estado que mais vacinou, proporcionalmente à sua população, foi Rio Grande do Sul, que já conseguiu aplicar pelo menos a primeira dose em 16,89% da população. O estado é seguido por Mato Grosso do Sul (14,71%), Paraíba (14,08%), Espírito Santo (13,83%), Bahia (13,5%), São Paulo (13,13%).

Já os piores estados no ranking de vacinação são: Mato Grosso (8,6%), Rondônia (8,82%), Amapá (8,82%), Tocantins (9,12%), Acre (9,27%), Maranhão (9,36%) e Roraima (9,64%)

Explicação

A quantidade de vacinas aplicadas em Rondônia tem por base o número de imunizantes entregues pelo Ministério da Saúde (MS) é um questionamento recorrente da população, demonstrado por meio das redes sociais do Governo de Rondônia. Estas dúvidas compõe cerca de 50% das respostas elaboradas pela assessoria de comunicação social da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) diariamente.

Para tratar sobre o tema, Ana Flora Gerhardt, diretora-geral da Agevisa, explica as principais dificuldades que Rondônia enfrenta para que o número de vacinas aplicadas acompanhe o ritmo dos lotes de imunizantes que chegam ao Estado.

“Hoje temos mais de 90% da primeira dose aplicada, mas a segunda dose não chega a 50% da aplicação, isso acontece por situações diversas”, pontua.

Ana Flora reforça que vários municípios estão trabalhando no limite da capacidade de atuação que apressam a aplicação, mas demonstram dificuldades para informar os dados referente à aplicação das doses. “Existem municípios que tem um único servidor responsável por informar os dados da vacinação. Também há dificuldades para vacinar. Um exemplo é a vacinação dos indígenas aldeados, das populações tradicionais, como os quilombolas. Temos um Estado com 52 municípios e cada um enfrenta uma realidade diferente. Isso sem contar que toda semana recebemos novos lotes de imunizantes, ou seja, a conta não vai bater”, explica.

De acordo com a diretora, enquanto Estado, é possível compreender as fragilidades enfrentadas nos municípios, mas ao mesmo tempo, a sociedade, a imprensa e os órgãos fiscalizadores exigem rapidez no resultado da aplicação das vacinas.

“Por isso solicitamos, sempre, aos gestores municipais que concentrem esforços na aplicação, como também na alimentação dos dados no sistema”, reforça.

Fonte: Mais RO

Facebook Comments