Coluna Zona Franca

A volta de quem não foi

A Câmara aprovou ontem a volta das coligações, que nem tinha ido ainda. Aprovado em 2017, o fim das coligações para deputados federais e estaduais valeria a partir das próximas eleições, 2022. Apenas para vereadores, em 2020 foi sem coligação. Praticamente nada mudou então. A matéria será enviada ao Senado. Para que a medida entre em vigor, a PEC precisa virar emenda constitucional antes do começo de outubro (um ano antes do pleito).

Fidelidade partidária

Sobre a fidelidade partidária, o texto aprovado prevê a perda do mandato dos deputados (federais, estaduais ou distritais) e vereadores que se desfiliarem da legenda, exceto quando o partido concordar ou em hipóteses de justa causa estipuladas em lei.

Bolsonaro fora de 2022

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou na terça-feira 17 que o presidente Jair Bolsonaro pode não disputar a reeleição em 2022 se continuar apenas preocupado com polêmicas e sem preparar ‘palanques regionais’ . A informação é do Poder360.

Lula lá

As pesquisas indicam que, hoje, somente forças ocultas tirariam Luís Inácio Lula da Silva da presidência da República em 2022. Leiam-se forças ocultas um jeitinho no Judiciário, como ocorreu em 2018 com a condenação à jato de Lula, para não concorrer ao pleito vencido por Bolsonaro.

Efeito borboleta

Quem assistiu ao filme Efeito Borboleta sabe o que é tentar mudar o destino das pessoas. Na trama, o estudante universitário Evan Treborn (Ashton Kutcher), tenta alterar o passado para os amigos, como Kayleigh, que foi molestada pelo pai. Porém, ao tentar consertar um erro do passado ele termina por criar novos, já que toda mudança que realiza gera consequências em seu futuro. Foi o que aconteceu com o impeachment de Dilma e a prisão de Lula, que alteraram de forma trágica os destinos do Brasil.

Fraudes

O presidente da República insiste que houve fraude nas eleições de 2018, curiosamente, eleito com mais de 10 milhões de votos de diferença. Foram eleitos também dezenas de governadores, centenas de deputados federais e senadores bolsonaristas, a maioria, ilustres desconhecidos. Se houve fraudes, quem as cometeu  senão os novatos que nunca foram testados em urnas eletrônicas? É para refletir e ouvir Bolsonaro: houve fraude sim.

De olho

A Reforma Administrativa não vai resultar em economia alguma; servirá apenas para favorecer a terceirização do serviço público, beneficiando os políticos donos de empresas terceirizadas, o nepotismo cruzado e o apadrinhamento político. A Reforma Administrativa é tão perversa quanto foi a reforma da previdência e a reforma trabalhista. Todas elas são ataques diretos à classe trabalhadora. Devemos lutar agora contra a PEC 32 para que não seja aprovada. De olho nos votos dos nossos deputados.

Taliban Brasil

É impressionante a tentativa dos bolsonaristas em relacionar o taliban com a esquerda. Como se sabe, o taliban foi criado pelos Estados Unidos para ajudar os afegãos a expulsar os comunistas russos do país. O ex-presidente Bush armou e treinou os talibans e conseguiram expulsar os russos comunistas do Afeganistão. Com a saída dos soldados americanos, os talibans retomaram o país e adivinha quem está voltando? Sim, a Rússia. No Brasil, religiosos e milicianos querem transformar o Brasil no novo Afeganistão. Vão vendo.

Mundo bolsonarista

O lugar ideal para bolsonarista viver é no Afeganistão. Veja abaixo:

 

Sergio Reis

Doravante, devemos incluir, além da religião, a música no rol de proibições de se misturar com política. O ex-deputado federal Sérgio Reis, mais  conhecido como cantor sertanejo, está num desespero após convocar manifestações de caminhoneiros para o dia 7 de setembro pelo voto impresso e destituição dos 11 ministros do STF. Descredenciado pelos próprios caminhoneiros, Sérgio Reis viu seu mundo cair. Em prantos, o ex-parlamentar decretou o seu fim como cantor. Toca o berrante que o gado o socorrerá.

Toma lá dá cá

O ex-jogador e senador da República, Romário (PL-RJ), criticou duramente o ministro da Educação, Milton Ribeiro, por comentário preconceituoso no qual o ministro afirma que “crianças com deficiência “atrapalhavam, entre aspas” o aprendizado de outros alunos”. Em 2011, durante seu governo, Dilma Rousseff lançou o programa para proteção da pessoa com deficiência. Romário, a convite da presidenta, participou da cerimônia na companhia de sua filha, portadora de deficiência. Tempos depois, a retribuição de Romário foi se somar aos golpistas e votar pelo impeachment de Dilma no golpe de 2016. A fatura chegou, Romário.

Marcos Nero Rocha

Queimada na Reserva Extrativista Jaci-Paraná, em Porto Velho (RO), registrada em agosto de 2020. (© Christian Braga/Greenpeace)pe.

A responsabilidade pelo aumento das queimadas em Rondônia é exclusiva do executivo estadual. Desde que assumiu as funções governamentais que Marcos Rocha tem sido complacente com setores que depredam o meio ambiente. Uma gravação avisando que não mandaria a polícia fiscalizar supostos crimes ambientais em Espigão do Oeste, divulgada em grupos de madeireiros, ainda nos primeiros meses de governo, revelam a complacência do governador com o setor. O aumento das queimadas em Rondônia é apenas o efeito da frouxidão governamental com que os órgãos ambientais do estado tratam os predadores. Esta coluna já havia alertado meses atrás que a tragédia era anunciada.  A informação é da coluna Resenha Política.

Marcos Nero Rocha 2

A porteira da Amazônia foi arrombada no Brasil, a favor do crime ambiental. A licença para destruir veio de Rondônia, onde o governador coronel Marcos Rocha (sem partido) sancionou a há três meses a redução de 202 mil hectares de duas áreas de conservação estaduais. A decisão premiou grileiros e desmatadores e representa uma ameaça aos povos indígenas da região. A decisão afeta diretamente a segurança dos povos que vivem nas Terras Indígenas (TI) Uru-Eu-Wau-Wau, Karipuna, Igarapé Lage, Igarapé Ribeirão, Karitiana e povos em isolamento voluntário, pois as unidades serviam como área de amortecimento, dificultando ao acesso de desmatadores às TIs.  A informação é do Greenpeace.

Eleições 2022

Em Rondônia a disputa pelo governo continua forte nos bastidores. Favas contadas de que o atual governador Marcos Rocha não vai repetir a façanha de 2018. Carta fora do baralho. O pretenso candidato a governar o estado de Rondônia, pela terceira vez, Ivo Cassol (PP), ainda inelegível, também não repetiria o feito de 2002, quando fora eleito pela primeira vez. Além do fato deter sido condenado à prisão por corrupção, os tempos são outros. Por seu turno, o senador Marcos Rogério (DEM), outrora favorito, também começa a cair nas pesquisas e na aceitação popular.

Ainda com chances

O prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB) ainda está no páreo. É um nome que havia sido descartado após cair no golpe da vacina, está dando a volta por cima.

Nomes para a Câmara Federal

Com a queda da popularidade da bancada federal de Rondônia que bolsonarizou, as chances de renovação são enormes em 2022. Devem disputar as oito vagas os seguintes pré-candidatos: Ramon Cujuí (PT), Anselmo de Jesus (PT) ou Fátima Cleide (PT), Luiz Claudio (PL), Bosco da Federal (PTB), Fernando Máximo (Patriotas), George Braga (MDB), Roberto Kuppê (PT), Alessandra da Fetagro e Lionilda Simão do Sintero do PT.

Para a Assembleia Legislativa

Deputado estadual: Dr. Wellison Nunes (PDT), Dabson Bueno (MDB), Pimentel (MDB), Samuel Costa (PCdoB), Sid Orleans (PT), Hermínio Coelho (PT), Everaldo Fogaça (Republicanos), Wendell Mendonça (Cidadania), Edson Silveira (PT), Fatinha (PT), dentre outros.

Por equipe do Mais Rondônia

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