Coluna Zona Franca

Eleições 2022

Anselmo de Jesus (PT), Confúcio Moura (MDB), Hildon Chaves (PSDB), Ivo Cassol (PP), Jesualdo Pires (PSB), Marcos Rocha (sem partido) e Marcos Rogério (DEM). Esses são, em ordem alfabética, os principais nomes para o governo de Rondônia em 2022. Favorito? Nenhum, em especial. Todos têm potencial de chegar ao segundo turno.

Anselmo de Jesus

O pré-candidato Anselmo de Jesus deverá disputar o governo. Tem apoio de toda a cúpula do partido e vai surfar na onda Lula que vem forte para a presidência da República. Com domicílio eleitoral em Ji-Paraná, região central do Estado, foi deputado federal e é ligado ao setor agrícola.

Confúcio Moura

Oriundo de Ariquemes, o campeão de votos Confúcio Moura já foi deputado federal três vezes, prefeito de Ariquemes duas vezes, governador do Estado e agora é senador da República. Nunca perdeu uma eleição. Disse que o Senado seria sua última passagem pela política, mas o MDB exige que ele seja candidato ao governo de Rondônia novamente. Está  escutando o povo.

Hildon Chaves

O prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, que também é uma dúvida para 2022, tem sido instado a disputar o Palácio Rio Madeira. É um nome que dificilmente estará fora da disputa de algum cargo eletivo nas próximas eleições. A esposa dele, a primeira dama Ieda Chaves (PSD), também vai submeter o nome dela às urnas (eletrônicas).

Ivo Cassol

O ex-governador e ex-senador Ivo Cassol é um dos nomes fortes para o governo de Rondônia. Mesmo tendo sido condenado à prisão por corrupção, os seus fiéis eleitores estão eufóricos com a possível volta do italiano. Cassol pertence ao mesmo partido de Arhur Lira (presidente da Câmara) e de Ciro Nogueira, Chefe da Casa Civil. Ah, e de Paulo Maluf, “rouba mas faz”.

Jesualdo Pires

O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Ji-Paraná (reeleito), Jesualdo Pires, é um nome forte da região central. Tem carisma, lealdade, honestidade e muita garra para governar o Estado. Deixou a prefeitura de Ji-Paraná em 2018 para concorrer ao Senado. Obteve quase 200 mil votos.

Marcos Rocha

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, corre contra o tempo para viabilizar a candidatura dele à reeleição. Atrelado e concatenado com o presidente Bolsonaro em queda vertiginosa, Marcos Rocha vai arriscar. Foi eleito na onda bolsonarista e dificilmente deverá repetir a façanha.

Marcos Rogério

Eleito em 2018 para um mandato de oito anos, o senador Marcos Rogério deverá disputar o governo de Rondônia com apoio do presidente Bolsonaro. É um defensor intransigente do presidente. Na mídia e nas redes sociais é motivo de piada, de memes e escárnio. Mas, ele nem liga pra isso: parte do eleitorado de Rondônia gosta de políticos com esse perfil.

Lula no Nordeste

O ex-presidente Lula retoma viagens pelo País, começando, claro, pelo Nordeste, por Pernambuco, estado natal dele. Lula está numa crescente nas pesquisas para presidente da República. Algumas indicam eleição já no primeiro turno. Também pudera, com Bolsonaro fazendo campanha para a volta do PT ao Palácio do Planalto. Nem na época da Dilma o PT cresceu tanto. Bolsonaro é o melhor “adversário” que o PT já teve.

Roberto Jefferson

Após incitar violência e atentar contra a Constituição Federal, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) voltou à prisão. Ou é doido ou é um elemento perigoso. Pelo sim, pelo não, o ministro do STF, Alexandre de Moraes o colocou atrás das grades. Mas, há quem o defenda. O governo mandou investigar dois brasileiros porque compararam Bolsonaro a um pequi roído num outdoor. E os vagabundos pedem impunidade para Roberto Jefferson.

 

Senador defende

Após a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson, o senador Marcos Rogério (DEM-RO), saiu em sua defesa sob a alegação de que o petebista se “notabilizou no Brasil nos últimos tempos como uma voz firme na defesa do conservadorismo”. Em 2012 Roberto Jefferson foi condenado a 7 anos e 14 dias de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Ambos canastrões.

Gasolina cara!

Motoristas de aplicativos estão sentindo no bolso os resultados do golpe de 2016. Apeada do poder através de um impeachment por suposta pedalada fiscal, Dilma foi hostilizada quando a gasolina custava R$ 2,80. Hoje está o dobro! Caminhoneiros fizeram greve de um mês em 2018 (governo Temer), quando o diesel custava R$ 3 reais. Hoje está a quase R$ 5 reais e os caminhoneiros vão fazer greve pelo voto impresso.

Menino sem porteira

O sertanojo Sérgio Reis, está convocando caminhoneiros para três dias de paralisação nacional. Dentre as reivindicações, o voto impresso, além de intervenção militar. Para baixar o preço dos combustíveis, só mesmo os motoristas de aplicativos estão se movimentando.

 

Por equipe do Mais Rondônia

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