O DEM (O)

O DEM é aquele partido que não larga o osso e finge independência. Liso como um bagre ensaboado, o presidente nacional do Democratas, ACM Neto, afirmou nesta segunda-feira (17), durante conversa com a imprensa em Salvador, que partiu dele, como dirigente, a não formalização de um alinhamento com o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), apesar de o mandatário brasileiro contar com dois ministros – Onyx Lorenzoni, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, e Tereza Cristina, do Ministério da Agricultura, além do vice-líder do Governo no Congresso, o senador Marcos Rogério (DEM-RO), que tem tido papel de destaque na blindagem do governo federal na CPI da Covid.

O DEM (O) 2

“Onyx e Tereza têm uma atuação que eu respeito, mas uma atuação que tem a ver com o pensamento deles, e não um posicionamento coletivo do partido. O próprio senador [Marcos Rogério] disse outro dia que atua como senador por Rondônia. Da mesma forma que temos o deputado Kim Kataguiri, bem crítico, mas ele não está necessariamente falando pelo partido”, argumentou. Nota da coluna: taquipariu!

Em Rondônia

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) poderá até emplacar o nome dele como candidato ao governo de Rondônia, mas não pense que vai navegar em águas calmas. Primeiro porque ele vai deixar a CPI da Covid queimado. Segundo porque o DEM está se esfacelando em nível nacional. Terceiro porque Bolsonaro poderá cair antes de 2022.

                                                  Cara de pau

Ao Correio Braziliense, Marcos Rogério  afirmou que “quem deu maior fluxo de uso” ao ‘kit covid’ foram estados e municípios. Na verdade, foi o Ministério da Saúde quem emitiu recomendação para uso de cloroquina em pacientes com covid-19, apesar de medicamento não ter eficácia comprovada contra a doença.

Cara de pau 2

O governo tem tentado se distanciar, há meses, da cloroquina. Em janeiro deste ano, o general Pazuello chegou a dizer que não autorizou o ministério a produzir protocolos indicando medicamentos contra covid-19. Em maio do ano passado, entretanto, assim que assumiu a pasta como ministro interino, o ministério elaborou um protocolo que indicava uso de cloroquina contra a covid, procedimento que não tem comprovação científica.

Marcos Rocha caindo

Outro governista juramentado que dificilmente logrará êxito em 2022 (reeleição) é o governador de Rondônia, Marcos Rocha (sem partido). Um dos mais fortes motivos foi o afastamento do secretário Chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, envolvido em corrupção das grossas. Com o popular “eu não sabia”, Marcos Rocha entra para a lista dos execráveis da vida pública.

Yanomami

A questão dos indígenas yanomamis de Roraima poderá descambar na maior tragédia étnico ambiental do Brasil, com repercussão no planeta. A omissão clara do governo Bolsonaro para com a questão, permite que terroristas travestidos de garimpeiros dizimem aquela população indígena.

Arroubos da juventude

O vice-prefeito de Porto Velho, Maurício Carvalho (PSDB), se envolveu num imbróglio no final de semana, numa badalada casa noturna. Em plena pandemia, ele circulou pela vida noturna da capital, e numa delas provocou um BO. O assunto foi abafado para não prejudicar um dos envolvidos e a casa noturna que já sofre com o fechamento por meses devido às normas de isolamento.

Conto do Vigário

E por falar em tucanos, parece que a compra das 400 mil doses de vacina pela prefeitura de Porto Velho, vai para a lista do anedotário político de Rondônia. Não se fala mais do assunto.

                                     Eleições 2022

O vírus maldito, está levando mais de 436 mil vidas de brasileiros, a maior parte, vítimas da falta de ação do governo federal. Bolsonaro, até hoje, minimiza a pandemia e irresponsavelmente, não se empenha pela compra de vacinas. Mas, no entanto, o vírus também está fazendo um grande favor. Desmascarando políticos que dificilmente lograrão êxito nas próximas eleições.

Tá fácil pra esquerda

Com Bolsonaro em queda livre e os governistas rondonienses sem credibilidade, a franzina esquerda ganha musculatura. Por onde circulam, petistas, pessebistas e até comunistas estão sendo bem recebidos. Ramon Cujuí (PT), Jesualdo Pires (PSB) e Samuel Costa (PCdoB), agitam a bandeira do social com mais aceitação na terra do agronegócio. A ex-senadora Fátima Cleide também circula com ares de uma futura parlamentar.

Nomes para 2022

Vários nomes circulam pelas redes sociais com vistas às eleições de 2022 em Rondônia. Para o Senado: Fátima Cleide (PT), Jaime Bagattoli (PSL), Jaqueline Cassol (PP); para deputado federal: Bosco da Federal (PTB), Fabrício Jurado (DEM), Breno Mendes (Avante), Luiz Claudio (PL), Anselmo de Jesus (PT), RK Moraes (PT), George Braga (MDB); para deputado estadual: Dr Welison Nunes (PDT), Pantera (PCdoB), Dabson Bueno (MDB), Herbert Lins (Avante), Professora Lilian (PT), Fatinha (PT), Raimundinho Bike Som (PCdoB), Roberto Sobrinho (PDT), Lazinho da Eucatur (PDT).

 

Efeito Lula

Ontem o apresentador âncora do Jornal Nacional, causou maior frenesi ao aparecer de barba grisalha. Nos trends topics, William Bonner foi comparado ao ex-presidente Lula. Pelos comentários, o Luladrão já é coisa do passado, e agora é um popstar.

Por equipe do Mais Rondônia

Facebook Comments