À beira do caos

Um dos graves erros do governo Bolsonaro. Enquanto dava auxílio emergencial de R$ 600, não cobrava o isolamento das pessoas que recebiam. Ou seja, as pessoas foram beneficiadas mas não foi necessário dar a contrapartida, que seria essencial. O que levou o presidente a se aproveitar da própria falha governamental, para dizer: “isolamento social não funciona”. Passados dois meses sem o auxílio, a população está contaminada e sem dinheiro. Nem auxílio e nem isolamento.

Novo “auxílio”

Bolsonaro e sua base de apoio no Congresso Nacional aplicaram mais um golpe contra a população brasileira. Aprovaram ontem a PEC 186/2019, que dizem, falsamente, tratar-se da “ajuda emergencial”. A PEC 186 NÃO ESTABELECE o AUXÍLIO EMERGENCIAL, mas somente IMPÕE UM TETO DE GASTOS, para o auxílio, de R$ 44 bilhões, enquanto em 2020, foram R$ 320 bilhões. Isso quer dizer que o novo valor a ser pago será menor, por um tempo menor e para uma quantidade muito menor de pessoas. O Brasil e nossa gente precisam de socorro, de apoio financeiro aos pobres, aos trabalhadores autônomos, aos desempregados, às micro e pequenas empresas, de proteção aos empregos, de apoio a estados e municípios e de assistência à saúde, de leitos de UTIs. O Brasil precisa de VACINAS. O povo precisa dos R$ 600,00, com duração até o fim da pandemia, só assim estaremos protegendo VIDAS! (Vanessa Grazziotin).

O suicídio

O presidente Bolsonaro apresentou ontem, durante a live semanal, uma suposta carta de um suposto suicídio de um trabalhador autônomo baiano. Na carta, supostamente escrita pelo suicida, ele faz acusações contra o governador da Bahia e ao prefeito de Salvador. “Isenta” totalmente o presidente ao não citar o nome de Bolsonaro, mas está implícito indiretamente. Concomitantemente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) publicou no Twitter parte da carta e a foto do suicida, o que causou indignação de todos, ao ponto dele excluir a postagem horas depois.

O suicídio 2

Agora, como esta “carta” chegou ao presidente que na semana passada apontou que as pessoas estão entrando em depressão e cometendo mais suicídio no isolamento, é um mistério que o Ministério Público e os mandatários baianos citados terão que elucidar. A coluna aposta que é mais uma fake news do clã Bolsonaro.

Inimigo imaginário

O presidente da República deve estar paranóico, alucinado, coisa do gênero. Vive se assustando com inimigos que ele imagina existirem. O país, apesar da pandemia, está firme na democracia. Não há convulsão social nem para exigir vacinas. E ele, vira e mexe, ameaça com golpe militar. E alimenta um bando de fascistas que não veem a hora de puxar o gatilho e matar pessoas pelas ruas, a esmo.

Vacinas já!

Já estamos na metade do mês de março e não temos certeza de nada em relação às vacinas que já deveriam ter sido compradas ano passado e estocadas. Aliás, estocadas não! Sendo destinadas à população brasileira. Já caminhamos para as 300 mil mortes (previsão para ainda este mês), e o presidente negacionista continua fazendo pouco da situação. O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, está mais perdido do que cego em tiroteio. Ele que é um armamentista, vive dando tiro no pé. Ao anunciar zentas milhões de vacinas, a cada dia dá uma declaração diminuindo a quantidade.  Ah, se não fosse o Dória...

Enquanto isso, nos Estados Unidos…

O país da fantasia, dos super heróis, estava perdendo para este vilão invisível. Foi só mudar de presidente que as coisas mudaram da água para o vinho. O Brasil já supera os EUA em números de mortes diárias e, esperamos em Deus que não o superemos em número total de mortes.

nnnPor

Traidor!!!

“Fiz campanha, falei para os meus amigos e família votarem no Bolsonaro porque ele ajudaria nossa categoria, seria a favor da segurança e contra a corrupção. A gente se mobilizou, buscou voto. Tudo isso caiu porque ele não nos enxergou depois de eleito, não nos considerou. Para ele, a gente não existe.” Quem disse isso foi um dos representantes da classe que mais apoiou Bolsonaro durante as eleições de 2018. O presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) e um dos líderes da União de Policiais do Brasil, Dovercino Neto, resumiu a insatisfação dele em relação ao governo de Jair Bolsonaro em entrevista à BBC News Brasil. De apoiador do presidente durante a campanha à presidência. Hoje ele diz que se sente traído e ameaça uma paralisação nacional da categoria nos próximos dias.

Nome do filme: “O mentiroso”

Pré-sal

A coluna lembra a euforia quando o Congresso Nacional aprovou 75% do pré-sal para a Educação e 25% para a Saúde. Isso há oito anos. “Os deputados federais aprovaram na madrugada desta quarta-feira (26) o projeto de lei que destina à educação pública recursos obtidos por União, estados e municípios com os royalties do petróleo e do gás natural e também com as participações especiais na extração petrolífera”. “Emenda sugerida pela liderança do DEM obriga as três esferas públicas a aplicarem 75% dos royalties na educação e 25% na saúde”. Que maravilha. Pena que o impeachment de 2016 acabou com esse sonho que hoje faria uma grande diferença na pandemia.

Que imbecilidade

O deputado estadual Eyder Brasil (PSL-RO), disse que está preocupado com o caos devido à pandemia e pediu no plenário, união do governador e do prefeito de Porto Velho no combate ao coronavírus. “É preciso darmos as mãos, deixarmos o palanque e a política partidária de lado e pensarmos nas pessoas”. Ponto. Mas, logo em seguida ele sai com essa idiota incoerência: “Protocolei na Assembleia, um Projeto de Lei (PL) que estabelece como atividades essenciais as aulas escolares presenciais. Boa parte da nossa população clama para a retomada das aulas presenciais. A evasão escolar aumentou em 70%”. Ô, deputado. Vossa Excelência tem que exigir vacinação em massa dos professores e alunos. Taokey?

Vidas perdidas

A coluna lembra de algumas vidas perdidas pela Covid-19 em Rondônia: Chagas Pereira, Marcelo Bennesby, Chico Cohen, Flodoaldo Pontes Pinto Filho, Francisco Mathias, Waldey Menezes, Walter Waltenberg, Dilma Serafim, Jônatas Rocha, Aruká Juma, Gessy Taborda, Mikhael Esber, Renan e Herman Lobo, Floriano Miranda,  Maria das Graças Alecrim Naje, policial penal Magda Rocha.

Frase

Tem uns apoiadores do Bolsonaro que já perceberam direitinho o tamanho da roubada, mas só vão dar o braço a torcer se lhe arrancarem o braço fora. (Sérgio Rodrigues, no Twitter).

 Frase 2

Não durou nem um dia a nova roupagem de Bolsonaro. Ontem incitou sua base contra medidas restritivas, defendeu golpe, quer mais caos e confusão do que já temos. A saúde colapsou e esse sujeito segue gritando e atrapalhando todo mundo. Não tem o que mude sua natureza genocida. (Ivan Valente, Twitter).

Alerta, alerta

O prefeito de Cujubim, Pedro Fernandes (DEM), alerta para o colapso de fornecimento de oxigênio para os municípios do estado de Rondônia. A alarmante situação foi repassada ao município nesta quarta-feira (10), por um fornecedor de oxigênio da cidade de Cacoal. A pandemia e a complexa situação que o Brasil se encontra, com colapsos no sistema de saúde em vários grandes centros, já chegou a Rondônia. “A falta de leitos de UTI tem deixado muitas pessoas sem chances mínimas de se manterem vivas. E agora, se a ajuda não chegar, teremos ainda a falta de oxigênio”, ressalta Pedro.

                                                EFFM e Unir

O prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), apresentou à reitora da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Marcele Pereira, o Complexo Turístico Madeira-Mamoré. O prefeito e a doutora em museologia alinhavaram possíveis parcerias em diversas áreas para ações conjuntas em prol da população. Considerada o principal cartão-postal da cidade, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) foi totalmente revitalizada e ganhou até novas construções para fomento do turismo e do lazer local. O ponto turístico conta agora com “food trem” com seis baias destinadas a empreendimentos no ramo gastronômico, espaço para quatro grandes restaurantes e 12 lojas, entre outras construções. Os galpões 1 e 2 serão destinados para as peças de museu da EFMM, onde também haverá um mezanino.

Por equipe do Mais Rondônia

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