Coluna Zona Franca

A direita tonta

A direita está se equilibrando e procurando uma solução para Bolsonaro que não signifique a volta da esquerda ao poder. Manter Bolsonaro é manter o caos. Por outro lado, tirar agora ajuda a esquerda, leia-se Lula. Ah, a direita está dividida em três: a que apoia Dória, a que apoia Bolsonaro e a que procura uma alternativa.

Esquerda em transe

Com esse cenário, a esquerda poderia surfar nessa onda de incertezas da direita. Falta consenso, porém. Lula ora sinaliza que será candidato, ora diz que não será. Haddad foi lançado e causou tremores na esquerda, em vez de euforia. Haddad é um excelente nome, sem dúvida, mas o PT ainda não conseguiu se refazer do tsunami provocado pelo impeachment de Dilma e da condenação sem provas de Lula. É arriscado o PT lançar candidatura própria nesse momento. Lula daria um bom candidato ao Senado e um excelente cabo eleitoral para Flávio Dino (PCdoB), por exemplo.

Tem jeito?

Será que esses Bolsonaro fazem alguma coisa legalmente? O vereador no Rio de Janeiro,  Carlos Bolsonaro (Republicanos) está sendo acusado de irregularidades nas doações à sua campanha à reeleição em 2020. Carluxo como é conhecido no bas fond, recebeu doações de 63 pessoas beneficiadas com alguma parcela do auxílio emergencial criado pelo governo federal para minimizar os efeitos da crise provocada pela pandemia da Covida-19.

Intervenção na Petrobras

A intromissão do presidente Bolsonaro na Petrobrás é mais uma prova de que nunca se deve dizer que desta água não beberei. O “mito” já queimou a língua em várias situações como nos episódios da vacina, do toma lá dá cá, do Centrão, etc. Desta vez ele descumpriu mais uma de muitas promessas de campanha, como não intervir na Petrobrás. E pior, colocou um total desentendido no assunto, mais um general do Exército, dando a entender que a ditadura militar vem aí, ou que já foi oficialmente instalada no País. AI 5 é só um mero detalhe.

Do Twitter

Se o novo presidente da Petrobrás for tão competente quanto o ministro da Saúde não precisaremos mais nos preocupar com o preço da gasolina, em breve estaremos andando de carroça.

O fator Bagattoli

Caiu como uma bomba o anúncio de que o ex-candidato ao Senado Federal, pecuarista Jaime Bagattoli (PSL-RO), sairia candidato ao governo de Rondônia, para, literalmente, enfrentar o inimigo político governador coronel Marcos Rocha (sem partido). Uma simples especulação ganhou ares e proporções impressionantes. Um pré-candidato favorito fez até uma reunião para avaliar essa “novidade”. Bagattoli quase se elege senador da República em 2018, com 212 mil votos. É um nome forte para 2022, tanto para o governo do Estado quanto para o Senado, com certeza.

Rauppinagem

Quem não deverá disputar nada em 2022 é o ex-senador Valdir Raupp (MDB-RO), investigado no “Quadrilhão do MDB”. Ele está sendo julgado e poderá se tornar réu. O caso começou a ser analisado na última sexta-feira, 12, no plenário virtual do STF, que permite aos ministros incluírem os votos no sistema eletrônico sem necessidade de reunião física ou por videoconferência. Além de Raupp, estão sendo julgado os senadores Renan Calheiros e Jader Barbalho, os ex-senadores Edison Lobão, Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro e delator, Sérgio Machado – deixando de fora apenas o ex-senador e ex-presidente José Sarney. O grupo é acusado de receber R$ 864 milhões em propinas de contratos com a Petrobras entre os anos de 2004 e 2012.

Efeito Daniel Silveira

Os votos dos deputados federais Léo Moraes (Podemos), Lúcio Mosquini (MDB) e de Chrisóstomo (PSL), favoráveis ao colega Daniel Silveira (PSL-RJ),  com certeza vão pesar nas eleições de 2022. As críticas caíram mais pesadas sobre Léo Moraes, sempre cotado para algum cargo majoritário. Ele não se pronunciou após ver seu voto vencido por 364 que apoiaram a permanência do ex-pitbull (hoje Poodle) na cadeia.

Nazif votou!!!

O deputado federal Mauro Nazif (PSB-RO) que está se recuperando de cirurgia no coração, não perdeu a oportunidade e votou contra Daniel Silveira (PSL-RJ). Nazif é um dos nomes fortes para o governo do Estado em 2022, ao lado do companheiro Jesualdo Pires (PSB-RO). 

Cristiane Lopes, a predadora

Cristiane Lopes

Na decisão de alçar voos maiores, a ex-candidata a prefeita de Porto Velho, Cristiane Lopes, trocou o PP de Jaqueline Cassol, pelo Podemos de Léo Moraes, ambos deputados federais. No Podemos, Cristiane deverá disputar uma das cadeiras na Câmara Federal. Léo Moraes deverá disputar o Senado ou o governo de Rondônia.

Nomes para federal e estadual

Fabrício Jurado (DEM), Ramon Cujuí (PT), Breno Mendes (Avante), Bosco da Federal (PTB), Cristiane Lopes (Podemos) e George Braga (MDB) são alguns nomes que já despontam para federal. Para estadual, crescem as apostas no Dr. Welisson (PDT-Nova Mamoré), Samuel Costa (PCdoB), Luciana Oliveira (PT), Giovana Barros (PT), Fatinha (PT) e Augusto Pellucio (Podemos). Destes, Dr. Wellisson tem se destacado pela forte atuação nos vales do Mamoré e Guaporé.

PT na reconstrução

O PT de Rondônia realiza amanhã, live sobre o Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil da Fundação Perseu Abramo, com a  presença de Delubio Soares e João Vaccari. A Reunião Brasil 2022 – Rondônia, será a partir das 19h (horário local) ou  20h (horário de Brasília).

Guajará-Mirim de luto

A pacata cidade de Guajará-Mirim, na fronteira da Bolívia com o Brasil em Rondônia, está de luto com a morte de mais de 130 mortos pela Covid-19. Em GM todos se conhecem pelo sobrenome. Quando um morre a cidade fica logo sabendo e chora unida. Nesta semana que passou, duas mortes marcaram a sociedade da Pérola do Mamoré. A da professora Tereza Chamma e do Astrobaldo Casara. Ambos provocaram comoção na cidade.

Por equipe do Mais Rondônia

 

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