Coluna do RK- Bastidores da política nacional e regional

Marcos Rocha abraçando o vice, Zé Jodan, após a vitória

Por Roberto Kuppê (*)

                          Terceiro turno?

O jurídico do ex-candidato ao governo de Rondônia, Expedito Júnior (PSDB), avalia se move ação contra o governador eleito Marcos Rocha (PSL), por conta das irregularidades do PSL de Rolim de Moura. O partido estava irregular desde 2016 e não tinha como indicar o vice, no caso, Zé Jodan. O PSL só veio a se regularizar em 31 de outubro para disputar as eleições suplementares do dia 9 de dezembro. E, mesmo assim, não se regularizou. O presidente atual da sigla, nem filiado é. De acordo com o Mais RO, Bruno César Serena, não está filiado ao partido como deveria estar. O primeiro secretário do PSL, Adeilso da Silva, está filiado ao PMN. O segundo secretário do PSL, Fernando Roberto, também não está filiado ao partido. O vogal Celson da Silva Santos está filiado ao MDB.

Você sabia?

Que uma notícia publicada no Mais RO, mudou os rumos da política em Rondônia? Em 2 de agosto o site de notícias publicou que Ronaldo Salazar, filho do então pré-candidato ao governo de Rondônia pelo PSL, Zé Jodan, foi preso várias vezes, dentre essas, uma por tentativa de homicídio qualificado (LEIA AQUI).  Dizem que o filho do Jodan é tão terrível que até teria tentado  atropela-lo. Por conta das diabruras do filho, no dia seguinte, dia 3 de agosto, Zé Jodan abriria mão da indicação e assumiria o coronel Marcos Rocha, hoje o governador eleito.

Mais bastidores

A coluna chama-se Bastidores da política nacional e regional, então, vamos lá, mais um. No dia 8 de outubro, um dia após as eleições do primeiro turno, a assessoria política do então candidato ao governo de Rondônia, Expedito Júnior (PSDB) avaliou que a ascensão de Marcos Rocha (PSL) ao segundo turno foi uma catástrofe. Ninguém esperava, nem mesmo o próprio Marcos Rocha. O que fazer diante deste, digamos, fato novo?

Mais bastidores 2

Expedito e Marcos Rogério declaram apoio à Bolsonaro. Foto Marcelo Gladson

Foi aí que alguém teve uma ideia idiota, para dizer o mínimo. Expedito iria declarar apoio formal ao então candidato à presidência, Jair Bolsonaro (PSL). A intenção era transferir alguns votos bolsonaristas para Expedito. No dia da coletiva, na casa de Expedito, este colunista chamado a opinar, foi contra. Voto vencido pelo senador eleito Marcos Rogério (DEM). Afinal, quem obteve 320 mil votos tem mais voz do que um simples escriba. E assim, Expedito fez a declaração e deu no que deu. Mas, na verdade, em tempo, não ia mudar muita coisa se ele não tivesse feito esta declaração. O efeito Bolsonaro foi devastador em todo o País.

Marcos Rogério no alto clero

Por falar no senador eleito, Marcos Rogério tem tudo para fazer parte do alto clero no governo Bolsonaro. O DEM que já tem três ministros, provavelmente vai reeleger Rodrigo Maia à presidência da Câmara. Para a presidência do Senado, o DEM já se articula também.  Em fim de mandato como deputado federal, MR continua o centro das atenções, porém, ainda não apareceu no jogo do novo Congresso, ainda que o seu partido tenha conquistado nacos generosos no governo Bolsonaro a partir da chefia da Casa Civil, em breve nas mãos do deputado com nome de quartzo de segunda. Deve ser escolhido líder do DEM no Senado um tal de Davi Alcolumbre, eleito senador do Amapá em 2014 com estupendos 130 mil votos. Marcos Rogério, com seus rasos 320 mil votos, parece não valer seu peso em votos, em biografia e coreografia congressual. Como Marcos Rogério, Alcolumbre é egresso do PDT. O senador amapaense não tem curso superior e é alvo de investigação referente a abuso de poder econômico, político e de autoridade, como captação ilícita de sufrágio (compra de voto). O futuro senador Marcos Rogério terá que mudar esse jogo para que o projeto dele para 2022 vingue. Ou não acham que ele pretende ser governador de Rondônia?

Casa Militar

O coronel PM Rildo José Flores se despediu do Subcomando Geral da PM e deverá ser o Chefe da Casa Militar no governo Marcos Rocha. Já o coronel Pachá deverá ser o Comandante Geral da corporação.

Segredo de Estado

Os 26 governadores eleitos no Brasil já divulgaram a maioria dos seus respectivos secretariados. Só Marcos Rocha, de Rondônia, está fazendo doce. Ou ele está montando um dream team (time dos sonhos) ou vem muita jabuticaba por aí. Se é que me entendem.

Segredo de Estado 2

O governador eleito ainda não se reuniu com a bancada federal de Rondônia em Brasília. Nem com os deputados federais e estaduais eleitos.

Segundo escalão

Que Marcos Rocha é cria do senador eleito Confúcio Moura (MDB) não é segredo para ninguém. Segredo é o grau de influência do ex-governador sobre o ex-comandado. Sabe-se, nos bastidores, que o MDB vai indicar alguns nomes no segundo escalão. Isis Queiroz, é um dos nomes. Ela até chama o governador eleito de Tio Marcos. Para quem não sabe, Isis Queiroz foi diretora da Sugespe na administração Confúcio e até cotada para assumir a Casa Civil. Atualmente, ela reside em Brasília.

Simpaticíssimo

Beto Alcântara é candidato a prefeito de Pimenta Bueno pelo PCdoB

 

O candidato a prefeito de Pimenta Bueno, Beto Alcântara (PCdoB), tem tudo para vencer nos quesitos simpatia e confiança. É o que ele transmite durante seus discursos de campanha. A chapa dele tem um nome sugestivo: A melhor proposta para Pimenta Bueno. Dentre as propostas dele, a que este colunista anotou: fazer obras sob administração direta, ou seja, pela própria prefeitura. Ele sabe fazer. Já foi secretário de Obras.

 

 

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político radicado em Brasília ([email protected])
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