Coluna do RK- Bastidores da política nacional e regional

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Por Roberto Kuppê (*)

                                   DP40 e MR17 em Brasília

O governador de Rondônia, Daniel Pereira (PSB) e o eleito, coronel Marcos Rocha (PSL) estão em Brasília. DP embarcou nesta madrugada e deverá acompanhar MR17 em algumas pautas. Amanhã, às 9 horas, o governador eleito participa de reunião com o presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro (PSL). Por falar em nisso, circula nos bastidores a informação de que o atual governador ocuparia o cargo de superintendente da Representação de Rondônia em Brasília, no lugar de Carlos Terceiro (foto). Em ambas às mãos a Sibra estaria bem representada. C3, ao assumir a Sibra em abril, transformou o órgão, antes pouco visitado por parlamentares, prefeitos e a população em geral.

Daniel Pereira, o show

Em pouco mais de oito meses de governo, Daniel Pereira mostrou capacidade e competência, além de conhecimento da máquina pública. Se destacou em diversas áreas, dentre elas a econômica, fomentando o desenvolvimento de Rondônia. DP aumentou as exportações dos produtos de Rondônia para países europeus, asiáticos e árabes. Foi o governador que mais viajou para o exterior, em pouquíssimo tempo de mandato. Durante a a explanação da situação do Estado nesta segunda-feira, em Porto Velho, ao governador eleito, Marcos Rocha, Daniel Pereira deu um show, deixando o coronel literalmente de boca aberta.

Meio-ambiente

Na opinião da coluna, a fala mais importante de Daniel Pereira durante a entrevista coletiva de ontem, foi em relação à preservação do meio-ambiente. DP enfatizou que não se deve incentivar o desmatamento (pauta bomba de Bolsonaro que MR17 encampou), sob pena de haver boicote dos países compradores de produtos rondonienses. Rondônia exporta para toda a Europa, Ásia e África que exigem que os produtos tenham certificação ambiental.

Despreparado

O governador eleito, Marcos Rocha, admitiu ontem que não tem ainda todos os nomes para ocupar as secretarias e órgãos públicos. Repetiu o mantra de que foi pego de surpresa. Okay. Mas, já está na hora da ficha cair, né?

Pitaluga é probo

O ex-adjunto da Sedam, Osvaldo Pitaluga, é um servidor público probo e pobre. Mora numa casa popular, no condomínio Bairro Novo, em Porto Velho. Dificilmente a Polícia Civil vai comprovar algum ilícito dele. Está parecendo a operação que prendeu o ex-prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT). Cinco anos depois, a justiça disse que RS era e é inocente. Mas, aí a vida política dele foi pro saco. Acontecerá o mesmo com Pitaluga.

A corrupção

O mal do século, a corrupção, é difícil de curar. E não será no próximo governo que isso vai acontecer. Porque Bolsonaro, está colocando em postos chaves pessoas suspeitas, como o juiz Sérgio Moro (PSDB). SM é suspeito de receber propina para “aliviar’ acusados na Lava Jato, dentre outras coisas como cometer 11 ilegalidades contra o ex-presidente Lula, que está preso inocentemente.

Natal gordo

Mês de novembro é época de ministros e juízes soltarem presos milionários. Ontem foi solto Joesley Batista (JBS), ainda dono de um grande patrimônio financeiro. Só Lula (citado como o maior ladrão do mundo), não tem dinheiro para pedir para ser solto e assim, garantir o Natal de alguns membros do judiciário.

                                 17 é o número do Bozo

Análise preliminar encontrou 17 indícios de irregularidade na documentação entregue pela equipe do presidente eleito, que pode redundar na inelegibilidade e cassação da chapa. A área técnica sugeriu ao ministro-relator, Luís Roberto Barroso, a concessão de três dias para que Bolsonaro esclareça os 17 pontos obscuros, além de outros seis temas em que apontam inconsistências. Dentre as questões mais graves estão as relativas à prestação de contas da campanha, que omitiu prestadores de serviço para Bolsonaro. Contabilmente, o presidente eleito deverá provar a entrada e saída dos recursos — bem como a origem dos recursos.

                                Flávio Dino, nota 10

Resultado de imagem para Flavio Dino, escola sem partidoO governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), tem audiência hoje, terça-feira, às 18h30 com o presidente do STF, Dias Tóffoli. Ele foi a notícia do dia de ontem, ao editar um decreto de lei que proíbe escola sem partido no estado do Maranhão. O decreto proíbe a filmagem de professores em sala de aula e garante a liberdade de expressão dos funcionários e alunos nas escolas da rede estadual. Para Dino, eleito o melhor governador do Brasil em 2018, professores e alunos devem ter liberdade para pensar. E ponto final. O decreto “Escolas com Liberdade e Sem Censura” é uma contraposição ao projeto de lei Escola Sem Partido, que visa coibir a exposição de “concepções ideológicas” nas salas de aula. De acordo com Dino, o projeto de lei é uma ação “autoritária e incompatível com a Constituição”.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político radicado em Brasília ([email protected])

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