Coluna do RK- Bastidores da política nacional e regional

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Por Roberto Kuppê (*)

                                         Vinícius Miguel

Vinicius Miguel (Rede), durante debate na Band TV/Sapiens. Foto Marcelo Gladson

Nasce um líder político. Jovem, culto, de fácil acesso, Vinícius Miguel (Rede) tem um futuro promissor. Obteve mais de 100 mil votos para o governo do Estado, dos quais, 70 mil só na capital. Foi o mais votado de Porto Velho. Ontem, durante reunião após a apuração na casa do candidato Expedito Júnior (PSDB), o nome dele foi citado trocentas vezes.

Senador eleito,Marcos Rogério (DEM)- Foto Marcelo Gladson

Marcos Rogério

Outra jovem liderança que se firma, é a do senador eleito, Marcos Rogério (DEM), que obteve incríveis 325 mil votos, surpreendendo Confúcio Moura (MDB), que se elegeu senador com 230 mil votos. Marcos Rogério será o comandante da campanha de Expedito Júnior no interior do Estado.

                                       Expedito Júnior

Expedito ao lado de Maurício Carvalho, após a apuração das eleições. Foto Marcelo Gladson

Agora é Expedito Júnior (PSDB) contra o coronelismo. Eleito em primeiro lugar com e 241.855 votos, o tucano vai enfrentar o Marcos Rocha (PSL), que obteve 183.691. O terceiro colocado, Maurão (MDB), obteve 173.690. Expedito Júnior tem o melhor programa de governo e mais capacidade para governar o Estado que é eminentemente agrícola. EJ trafega bem em todos os setores, desde o produtivo ao funcionalismo público. Durante a campanha de primeiro turno deu ênfase à agricultura familiar. O diálogo será uma marca dele durante o governo, caso eleito.

                                   Reeleito Expedito Netto

Conforme esta coluna enfatizou por vários meses, o deputado federal Expedito Netto (PSD) era o único parlamentar que merecia ser reeleito. Foi reeleito, um dos mais votados. O eleitor, porém, resolveu reconduzir Mariana Carvalho (PSDB) e Lúcio Mosquini (MDB). Estão fora para sempre, Lindomar Garçom (PRB), Nilton Capixaba (PTB), Marinha Raupp (MDB) e Luiz Claudio (PP). 

                                          Jesualdo Pires

Com quase 200 mil votos, por pouco o ex-prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires (PSB), toma a vaga de Confúcio Moura (MDB) que obteve 230 mil votos. Jesualdo fez uma das mais belas campanhas eleitorais, sem falar mal de ninguém, sempre apresentando propostas. Foi fiel até o último segundo com o senador Acir Gurgacz (PDT). O nome de Jesualdo foi cotado para substituir Gurgacz por várias vezes. É mais uma força política que se firma na região central de Rondônia. “Quero aqui agradecer cada um dos 195.641 votos. Isso foi a prova que o povo de Rondônia quis sim mudar e quer um estado melhor e mais voltado para o povo”, postou ele nas redes sociais após a proclamação dos resultados.

                                  Os eleitos

                        Joelna Holder, Garçom e Edésio

A toda poderosa Igreja Assembleia de Deus não conseguiu eleger à deputada estadual, a vereadora Joelna Holder (MDB), filha do comandante maior da entidade, Joel Holder. A Igreja Universal também não conseguiu reeleger o deputado federal Lindomar Garçom (PRB) e nem o Pastor Edésio a senador. As igrejas que haviam “fechado” com Maurão de Carvalho (MDB), também não conseguiram leva-lo para o segundo turno. Em nível nacional, a IURD não reelegeu Magno Malta (PSC-ES) e não elegeu a deputado federal o filho do prefeito do Rio, Marcelo Crivella.

                                     O fim da era Raupp

Confúcio Moura e seu personal influencer Emerson Castro: o campeão das redes sociais

O MDB foi o que mais perdeu em Rondônia. Além de estar fora da disputa pelo governo, o MDB perdeu um senador e uma deputada federal, o casal Raupp. O senador Valdir Raupp será substituído pelo competente Confúcio Moura (MDB) que prometeu ser um senador proativo, diferente e muito atuante. Confúcio Moura disse que se for para ser apenas um senador de Rondônia, nem se candidataria. Parte, boa parte mesmo da vitória de Confúcio, deve-se ao ex-secretário Chefe da Casa Civil, Emerson Castro (MDB), que levou até um tapa para emplacar o ex-governador como candidato. Raupp não queria, porque temia não ser reeleito. E não é que ele tinha razão?

Todos com Haddad

Esqueçam o PT e pensem no Brasil. No futuro de milhões de brasileiros, sobretudo dos mais pobres. O Brasil tem que se unir contra o fascismo, contra a intolerância, contra a violência estampada na cara de Bolsonaro (PSL) que agora adotou um discurso conciliador e jura que nunca foi homofóbico e nem preconceituoso. Eleger Haddad presidente da República é restaurar a democracia, a paz e a prosperidade da Nação.

O PT ganhou deputados

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