Coluna do RK- Bastidores da política nacional e regional

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Por Roberto Kuppê (*)

O equívoco do combate à violência

E no Brasil são assassinadas diariamente 30 pessoas a cada 100 mil habitantes. Um número estarrecedor que só cresce devido às políticas equivocadas de combate à violência, aliado ao mantra “bandido bom é bandido morto”. A maioria das mortes, vale salientar,  provocadas pela polícia. E, a polícia que mais mata, é a que mais morre. Por que o equívoco? Simplesmente porque não se combate incêndio com gasolina! E é isso que os governos federal e estaduais tem feito nos últimos anos, porque não dizer, nas últimas décadas. O caminho já foi traçado por esta coluna outras vezes: educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação, educação. Será precisa desenhar? O Rio de Janeiro é um exemplo clássico do equívoco das políticas de combate a violência. Bilhões e mais bilhões de reais já foram torrados nos últimos três anos e a violência só cresce. No RJ, porém, além de investimentos maciços em educação, tem que se combater a corrupção policial. Nem a intervenção federal freou a violência naquele Estado, porque não atingiu a elite policial corrupta. E quem continua morrendo são os pobres negros favelados.

Lula, o bárbaro

Alguém lembra do clássico estrelado por Arnold Schwarzenegger? Conan foi preso, mas saiu das masmorras mais forte. Lula também. Foi preso e já leu dezenas de livros. Vai sair de lá mais preparado, pois. É a primeira vez que a coluna admite, que prisão pode melhorar o cidadão. Falando em Lula, ele será lançado oficialmente pré-candidato à presidência da República nesta sexta-feira, 8 de junho, em Contagem (MG). Mesmo estando na prisão, em Curitiba!

Vem aí um frentão

E falando em Lula, o PT parou com os encontros estaduais programados para este mês e remarcou para julho. O motivo são as conversações com os demais partidos de esquerda, para a formação de um frentão. O recado de Tocantins foi devastador. Nas eleições do último domingo, a esquerda dividida deu a vitória para a direita unida. Em nota, o Diretório Nacional do PT informou todos os encontros estaduais do PT serão adiados para a data de 27 a 29 de julho, bem como o encontro nacional que será realizado entre os dias 30 de julho e 5 de agosto. Porém, até que as tratativas com os demais partidos sejam acordadas, estão mantidas as pré-candidaturas aos governos estaduais, a exemplo de Fátima Bezerra, no Rio Grande do Norte, Marília Arraes, em Pernambuco, Luiz Marinho, em São Paulo, Dr. Rosinha, no Paraná, Miguel Rossetto, no Rio Grande do Sul, Paulo Rocha, no Pará, Décio Lima, em Santa Catarina e Paulo Benito, em Rondônia.

DEM em Ariquemes

O Democratas (DEM) realiza encontro neste sábado, às 8h30, na ACIA, o 2o. Encontro Regional do Vale do Jamari, onde serão lançadas pré-candidaturas a deputados estaduais e federais.

Guyaramerin fecha fronteira

Crise político econômica na fronteira. Produtos brasileiros oriundos de exportação ou do comércio transfronteiriço não estão entrando em território boliviano há quase um mês na fronteira entre Guajará-Mirim (RO) e Guayaramerín (Bolívia). O motivo do impedimento é uma manifestação de barqueiros de duas associações do país vizinho, que alegam serem diretamente prejudicados pelo Decreto 99704/1990, que regulamenta as exportações entre Brasil e Bolívia, especificamente nas cidades irmãs. Revoltados com a nova medida, que foi firmada em 1990, mas só entrou em vigor 28 anos depois, os trabalhadores resolveram fechar o porto boliviano e estão acampados no local desde o último dia 14 de maio, quando a Lei começou a valer. Os grevistas afirmam que produtos básicos estão em falta e muitas famílias já passam fome no município, que tem aproximadamente 42 mil habitantes. Os principais itens de consumo são o arroz, feijão, macarrão, açúcar, frango, carne, óleo e azeite, entre outros (informações do G1).

 Pastores não pastoreiam I

O dever primário de qualquer pastor é pastorear, cuidar do seu rebanho de crentes, para que sejam mantidos unidos e protegidos. Mas, parece que este princípio não se aplica mais às legiões de evangélicos de Rondônia. As crescentes divisões internas e o acordar do povo de Deus diante de tantos males dos políticos casados com pastores, estão emparedando estes que há muito não pastoreiam. Agora, para salvar a própria pele, muitos lançam-se pré-candidatos, colocando em cheque apoios históricos a líderes políticos que, ainda hoje, oferecem dízimos que jamais aparecem na contabilidade, e cargos que ninguém sabe.

 

Pastores não pastoreiam II

Aqueles que, historicamente, sempre tiveram grandes apoios e prestígio no meio evangélico, estão preocupados, mas diante das câmeras sorriem e reafirmam que estão felizes com um casamento que já faliu. Maurão, um belo exemplar das relações nem sempre republicanas entre o poder político e o poder religioso, já sabe que os apoios agora são de fachada, ainda que a peso de ouro. Os grupos, divididos, querem agora aqueles espaços que sempre concederam aos seus apoiados, e para isso precisam lançar-se na disputa com uma mão, e ainda buscar o dízimo com a outra. Afinal, campanha é um negócio. Caro. A bancada evangélica não terá mais representantes e sim seus próprios líderes espirituais. Quem sabe isto pode limpar tanta sujeira que campeia na política.

Adeus, Cassol

Amigos da cozinha do senador afirmam: ele está abatido. Não crê na menor possibilidade de ter o registro de candidatura aprovado pelos tribunais eleitorais. Mas precisa manter a pose para garantir um mínimo de espaço para seu novo amigo Expedito Jr. Também o ex-senador não acredita que possa, pela terceira vez, emplacar uma eleição para o executivo estadual, num quadro aonde os políticos de carteirinha estão sendo defenestrados feito cachorro em mudança. O recado veio do Tocantins, aonde a senadora Kátia Abreu levou uma esfrega digna de UFC, com o direito e um soco na boca do estomago com o erro estratosférico do IBOPE, que a colocava como favorita.

Expedito e Cassol

A eleição em Vilhena mostrou um pouco do que serão as eleições de outubro.  A aliança entre Cassol e Expedito (após 15 anos separados politicamente) deu certo em Vilhena, elegendo o Eduardo Japonês e derrotando Acir Gurgacz (PDT) que apoiou Rosani Donadon (MDB). Mas, será que esta aliança continuará nas eleições de outubro? Expedito espera que sim.

Jaqueline , o Plano B

Mas, para enfrentar sucessivos reveses, Cassol gostaria de colocar na frigideira a irmã, seu Plano B para o Governo, ainda que a bela tenha enormes chances de ser eleita para a Câmara Federal. A determinação do senador para conquistar o governo, pode acabar por não conseguir nada. Aquele velho ditado popular ganha força nas hostes cassolistas: quem tudo quer, nada tem.

PSL ajusta nominata

O PSL caminha no silêncio das pré-candidaturas, mexendo no tabuleiro da sua nominata para fazer as escolhas mais produtivas para uma estratégia puro-sangue. Pré-candidatos têm suas preferências, mas o partido não abre mão das suas prerrogativas sobre cargos, que lhe pertencem. Alguns desagrados certamente vão ocorrer, mas o objetivo é melhorar a pontaria num cenário aonde grandes nomes de outros partidos tendem a cair antes mesmo de iniciada a verdadeira corrida eleitoral, a partir de 15 de agosto. Isto pode parecer como uma loteria, mas não é. No envoltório das probabilidades e nas contas incansáveis do voto de legenda, o PSL deverá surpreender até mesmo àqueles que duvidam que o sol brilha atrás das nuvens, por absoluta falta de visão perspectiva do processo eleitoral. Antes da Copa terminar, o PSL promete que será dominante no cenário eleitoral com enormes chances de fazer o seu governador e, com ele, trazer um senador e dois federais e dois estaduais, com folga.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

 

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