Coluna do RK- Bastidores da política nacional e regional

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Por Roberto Kuppê (*)

         É vergonha defender a democracia?

Dois anos após o impeachment de Dilma, ela não foi denunciada por nenhum crime cometido durante os governos dela. Não cometeu pedaladas fiscais, não roubou, não desviou, não cometeu crimes administrativos. No lugar dela tomou posse Michel Temer, esse sim, acusado (com provas) de diversos crimes. Está no Palácio do Planalto blindado pelo Congresso Nacional e pelo STF. Da mesma forma, Lula está nas masmorras, preso sem ter cometido crime algum. Provas forjadas, falsas e inconsistentes. Foi acreditando na inocência dele que este colunista assinou um HC que foi impetrado (VEJA REPORTAGEM  AQUI) no último dia 1 de maio. O cientista político João Paulo Viana, também assinou. Walter Lemos e Rafael Valentin Raduan Muguel, são os advogados que confeccionaram o  HC elogiado por muitos juristas.  Não é uma aventura. É uma esperança de que justiça seja feita. Não é vergonha estar do lado da verdade. Ao lado de Adolfo Esquivel, Leonardo Boff, Chico Buarque, Zora Motta, Caetano Veloso, Chico Pinheiro, Fátima Cleide, Vinícius Miguel, Chico César, Paulo Benito, Noam Chomsky, Gilberto Gil, Eduardo Suplicy, Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann, Guilherme Boulos, Manuela D’Ávila e muitos outros. Não. Rondônia não vai passar vergonha. O direito à ampla defesa é previsto em lei. Lula livre! Em tempo, não é todo dia que um HC é feito bem embasado juridicamente!

Liberdade de imprensa

Em tempos sombrios e temerosos, quando o cidadão comum não pode nem se manifestar democraticamente, Porto Velho sediou evento onde se debateu aspectos da Liberdade de Imprensa. Com a pauta de “Meios de Comunicação, Justiça e Estado de Direito”, o evento contou com a presença do cientista político Vinicius Valentin Raduan Miguel, dos jornalistas Léo Ladeia, Carla Veloso, Benedito Telles e da professora Larissa Zuim. O debate foi organizado pelos Alumni de Rondônia (ex-intercambistas de programas da Embaixada dos EUA).

Bancada do Conhecimento

Protesto em frente ao Congresso. Foto: Campanha Conhecimento sem Cortes (10/2017)

E por falar em cientista político, falta no Congresso Nacional uma “bancada do conhecimento”. Menos bancada da bala e mais bancada da ciência. Pensando nisso, em busca de mais apoio e maior representação na política nacional, entidades científicas preparam propostas para serem levadas aos candidatos e repensam sua estratégia de engajamento político. Há quem pense em se lançar candidato, para atuar diretamente dentro no sistema. O sonho é formar uma “bancada do conhecimento” no Congresso, não só para defender a ciência, mas batalhar para que a formulação de políticas públicas em geral seja norteada mais por critérios técnico-científicos e menos por interesses políticos e econômicos. Historicamente, cientistas na política são uma raridade. Um dos poucos a fazer a transição com alguma notoriedade foi o médico sanitarista Sergio Arouca, ex-presidente da Fiocruz, que serviu dois mandatos como deputado federal (entre 1991 e 1998) e foi candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, em 1996, e à vice-presidência da República, na chapa de Roberto Freire, em 1990. Hoje não há nenhum representante direto da comunidade científica no Congresso, e são poucos os parlamentares que se envolvem de forma prioritária com questões de ciência, tecnologia e inovação. As profissões que predominam na atual Câmara dos Deputados são as de empresário, advogado, engenheiro e médico. Há mais de 20 policiais e delegados na casa, mas nenhum cientista — apesar de haver alguns poucos deputados com formação em áreas científicas, como química ou biologia. (do Estadão, coluna Ciência, assinada por Hecton Escobar).

Eleições Rondônia 2018

O ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (PSB) negou a informação publicada nesta Coluna do RK, a qual afirmou que ele seria candidato ao governo de Rondônia. “O nosso candidato ao governo de Rondônia é Acir Gurgacz do PDT ou Daniel Pereira do PSB. Eu sou pré-candidato ao senado Federal”, disse. De acordo com o que a coluna tinha apurado, o governador Daniel Pereira iria para o Tribunal de Contas, Jesualdo ao governo e Acir Gurgacz seria candidato em 2022. Faltam 150 dias para as eleições. Até lá o rio Madeira pode até secar.

E o PSL deu as caras. E com coragem!

Esta semana que findou o PSL, o partido do Bolsonaro, deu as caras ao apresentar sua nominata parcial e, surpresa suprema, surgir com a coragem de uma chapa puro-sangue. Mas ainda não revelou suas joias da coroa, que são os pré-candidatos a governador e a senador. Mas é certo que a estratégia robusta e certeira – já reconhecida por muitos políticos tarimbados – foi montada e está sendo conduzido por “el brujo”, o jornalista e marqueteiro José Armando Bueno, secretário geral do PSL, responsável pela campanha que consagrou o prefeito Hildon Chaves. Bueno faz questão de separar o joio do trigo: “fui contratado para fazer a campanha, e entreguei, e não para conduzir o governo, que derrete por falta de estratégia, liderança e comunicação profissional”.

Puro macho

Mas, vai um crítica construtiva. A nominata do PSL tá a cara do Bolsonaro. Só tem macho. Nenhuma mulher para deputado federal e apenas três para deputado estadual. A lei diz pelo menos 30% de mulher nas nominatas. Tem tempo ainda para diminuir o número de cuecas. Um pouco de batom não faz mal a ninguém.

PSL apresenta nominata com chapa puro-sangue

Trans na cota dos 30%

A autodeclaração de homens ou mulheres transgêneros –que não se identificam com o sexo biológico, como transexuais ou travestis– será considerada na verificação do cumprimento das cotas obrigatórias de gênero dos partidos políticos. Ficou definido que pessoas trans deverão registrar sua identidade de gênero em um cartório eleitoral até 150 dias antes do dia da eleição, ou seja, até 10 de maio. Quem se declarar homem, vai para a cota de homens e, mulher, para a cota dos 30% de mulheres. Hoje, as mulheres representam 11,2% dos 594 integrantes do Congresso Nacional –16 senadoras e 54 deputadas em exercício.

Luciana na Assembleia

A jornalista e ativista social Luciana Oliveira (PSB), poderá compor a bancada feminina na Assembleia Legislativa. Ela tem todos os predicados para ganhar o voto do eleitor. É inteligente, carismática, mãe, bem relacionada, tem livre trânsito, coerente e,a cima de tudo, humana. Dizer que tem ficha limpa seria redundância.

Na surdina o jogo é jogado

Cerca de 50% do PIB de Rondônia (R$ 20 bi), tem uma reunião fechadíssima esta semana para decidir pelo apoio a um pré-candidato ao Governo e outro ao Senado. É certo que não é uma decisão exclusiva, mas já se sabe que será a preferencial, ou seja, serão os dois pré-candidatos daqueles que, de alguma forma, ditam alguns dos rumos do estado.

Pré-campanha? Aonde? 

A pré-campanha, principal ativo do novo processo eleitoral, ainda não decolou. Maioria de quase todos, não entendeu que a verdadeira campanha é a pré-campanha. Quando o TSE passou o facão em 50% do tempo de rádio e TV, cortou as cotas de propaganda eleitoral partidária no horário comercial e reduziu o tempo de campanha para 35 dias, ninguém entendeu que a campanha tradicional acabara de ser enterrada a sete palmos. Aqueles que nada fizerem até 14 de agosto, quando termina o prazo da pré-campanha, podem por o pijama. Por outro lado, os apoiadores, esperam as convenções. Em especial aqueles que já estão no governo. Muita gente – que está de fora – conversando nos bastidores e fechando acordos. Quando aqueles acordarem será tarde demais. Para analistas atentos, já se sabe que o governo vai mudar sim.

 

Moradia para servidores públicos

É só uma ideia para o governador de Rondônia, Daniel Pereira (PSB). Desapropriar este prédio do antigo Hotel Vila Rica, em Porto Velho, para transformar em apartamentos para servidores públicos. Aliás, casa própria para servidor público fez parte da campanha vitoriosa de Confúcio e Daniel Pereira em 2014. O prédio serviria também para hospital ou escola.

Conselho LGBT

A Arquidiocese de Porto Velho, publicou carta em apoio à criação do Conselho LGBTTT. Veja abaixo:

Joelna Holder

Joelna Holder, vereadora homofóbica

Por outro lado, demonstrando ódio, preconceito, desamor, homofobia e tudo o mais, vem a vereadora Joelna Holder, de Porto velho, manifestar-se contra a criação do Conselho Estadual LGBTTT. Como se a criação deste conselho fosse algo terrível, tão abominável quanto a venda de milagres, de canetas e vassouras ungidas. Quer defender a família? Por que não foi contra a reforma trabalhista que gerou milhões de famílias desempregadas? Por que a bancada evangélica salvou Michel Temer? Por que a bancada evangélica votou em peso para tirar Dilma? Por que a bancada evangélica é a favor de armar a população?

Flagrante da retomada do crescimento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

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