Por Roberto Kuppê (*)

Boulos cresce

A coluna registra o crescimento impressionante de Guilherme Boulos (PSOL) que, nitidamente, está ganhando tanto apoio popular quanto das camadas mais ricas da cidade de São Paulo. O Data Folha divulgado hoje, terça-feira, mostra a virada de Boulos em cima de Covas. Nos últimos dias uma Frente Ampla pilotada por Lula, Ciro, Dino e Marina Silva, foi criada e está fazendo o efeito onda. Enquanto isso, Covas se esconde do padrinho Bolsonaro que não elege mais nem o porteiro do Vivendas da Barra.

                                    Em Porto Velho

Pesquisa Ibope divulgada pela Globo News aponta Hildon Chaves (PSDB) com 60% das intenções de voto para o segundo turno, em Porto Velho. Cristiane Lopes (PP) tem 40%, considerando-se os votos válidos. Indecisos somam 6%, enquanto brancos e nulos somaram  12%. O levantamento foi feito entre os dias 19 e 21 de novembro e ouviu 602 pessoas na capital de Rondônia. A margem de erro é de 4 pontos percentuais. Hildon Chaves é o atual prefeito e tem o apoio do DEM do senador Marcos Rogério, do PSD do deputado federal Expedito Netto e do PL de Luiz Cláudio. HC conseguiu também os apoios de Vinícius Miguel (Cidadania) e coronel Ronaldo Flores (SDD). Cristiane é vereadora da capital e jornalista, conta com apoio de Bolsonaro e do governador de Rondônia, Marcos Rocha.

Eleições 2022

Já iniciaram as tratativas para as eleições de 2022. Muitos pré-candidatos já estão se lançando desde já, adeptos do ditado popular que “passarinho que acorda cedo bebe água limpa”. O ex-candidato a prefeito de Nova Mamoré, Dr. Welison (PDT), que ficou em segundo lugar com 3.389, já está construindo um projeto para chegar à Câmara Federal em 2022. Um dos engenheiros deste projeto é o articulador político Herbert Lins, que acertou 90% dos prognósticos em relação às eleições de 2020. Dr. Welison que corajosamente expôs suas particularidades numa cidade conservadora. Saiu vitorioso porque conseguiu apresentar os melhores projetos. Só não contava com o abuso de poder econômico do adversário que venceu as eleições.

Ramon, Vinícius e Ronaldo Flores

Três nomes maiúsculos das eleições de 2020 já despontam para voos maiores em 2022. Os ex-candidatos a prefeito de Porto Velho Ramon Cujuí (PT), Vinícius Miguel (Cidadania) e coronel Ronaldo Flores (SDD) saíram gigantes da disputa e já despontam como favoritos para Câmara Federal ou Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia.

Samuel Costa

Não menosprezem os 1% conquistados por Samuel Costa (PCdoB) que fez uma campanha ousada e forte. SC, mesmo sabendo que era impossível enfrentar um prefeito no cargo favorito pelas pesquisas, foi lá e deu o recado dele. É nome forte para um Assembleia Legislativa.

Vereadores derrotados

Mesmo não logrando nas urnas, alguns bons nomes que disputaram a vereança em Porto Velho, poderão marcar presença nas eleições de 2022: Dabson Bueno (MDB), Hérika Fontenele (PL), Tiago Lins (Cidadania), Sid Orleans (Cidadania), Luciana Oliveira (PT), Bosco da Federal (PTB), Sílvia Soares (Republicanos),  e a ex-candidata a vice-prefeita, Heline Braga (Cidadania).

Fim do bolsonarismo

A derrota acachapante de Bolsonaro nas eleições de 2020 é um aviso de que o bolsonarismo acabou. Ele não elege nem mesmo o porteiro do Vivendas da Barra, condomínio de milicianos onde ele tem uma casa, na Barra da Tijuca, Rio.

Fim do bolsonarismo 2

Desmotivado com o resultado do primeiro turno das eleições municipais, o presidente Jair Bolsonaro pretende se manter longe da disputa nesta fase final. A cinco dias do segundo turno, ele admitiu a aliados ter se decepcionado com a postura de alguns candidatos durante a campanha eleitoral e afirmou já ter cumprido seu papel ao pedir votos nas transmissões ao vivo para 58 concorrentes na fase inicial do pleito.

Fim do bolsonarismo 3

Interlocutores o haviam alertado de que o cenário de derrotas desgastaria sua imagem e poderia demonstrar fraqueza. Por outro lado, alguns aliados defendiam usar a campanha municipal como “termômetro” para 2022, quando Bolsonaro pretende se lançar à reeleição. Por isso, o chefe do Executivo decidiu se arriscar e ajudar candidatos que o ajudaram na campanha de 2018, além de outros indicados pelos seus assessores, secretários e ministros.

 

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista política

A última coluna será publicada dia 28 de novembro de 2020

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