Por Roberto Kuppê (*)

Auxílio emergencial à toa

O que pretende Jair Bolsonaro, o presidente eleito, mesmo dizendo que não entendia nada de economia? O governo federal está jorrando 750 bi na Economia, sendo 200 bi para a classe baixa (pobres) e micro empresários. Isso está correto. Deveria ser mais, o dobro. Mas, na contramão, Bolsonaro quer liberar o povo para ir às ruas, de encontro ao vírus. Um paradoxo. Um tiro de metralhadora no escuro de um cinema. Ou libera o auxílio emergencial ou libera o povo. Os dois juntos não tem sentido. Lá na frente será necessário gastar de novo, visto que a população vai adoecer e milhares, morrer. Além de não entender de economia, Bolsonaro agora é médico e está receitando remédio sem comprovação de eficácia. Um irresponsável que vai contribuir com a morte de milhares de brasileiros.

Bolsonaro espalha vírus

Ontem, o garoto propaganda da Cloroquina assoou o nariz e pegou na mão das pessoas. Pior, na mão de uma idosa que nem deveria estar lá na aglomeração. Por falar em cloroquina, por que o remédio não está sendo usado nos países com mais casos como EUA, França, Itália e Espanha? Já há notícias de que o remédio, na verdade, está matando mais do que o vírus. Uma fonte desta coluna que utiliza o remédio para Lupus, disse que Cloroquina é forte e tem reações. A conferir os próximos dias com cloroquina espalhada pelo Brasil.

Igrejas evangélicas

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) é a favor da abertura dos templos religiosos, em plena ascensão do vírus Covid19 no Brasil. Eleito com votos dos evangélicos, Marcos Rogério ignora o perigo e vai contra o que determina o Ministério da Saúde, OMS e STF que decidiram que igrejas têm que se manter fechadas. A concentração de pessoas é propícia para alastrar o vírus. Outro lado: a assessoria do senador informou à coluna que a emenda dele é para que as igrejas não fossem fechadas totalmente e impedidas de realizar ações sociais e administrativas. O senador continua defendendo que os cultos sejam realizados de forma virtual para evitar aglomerações. Sobre esse assunto, ele postou nas redes sociais:

 

 

Isolamento necessário

Na contramão do que determina as normas de saúde impostas pela OMS, referendado pelo STF, o presidente Bolsonaro está levando a população a sair de casa. Hoje, menos da metade está atendendo ao isolamento social. O ideal seria 70% de pessoas em casa. O que poderá redundar numa propagação do vírus sem precedentes, colapsando o já colapsado sistema de saúde do País. Em Rondônia, monitoramento por celular apontou que apenas 46,41% estão cumprindo a quarentena. Taxa é uma das menores do País.

Isolamento necessário 2

Um grupo de engenheiros, matemáticos e imunologistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) relatou através de uma análise científica dos casos de coronavírus no Brasil que falas do presidente Jair Bolsonaro, proferidas nas últimas semanas contra o isolamento social, podem ter contribuído com o aumento de infectados no país. “Acreditamos que possa ser consequência de algum pronunciamento a respeito do relaxamento da quarentena proferido por alguma autoridade nacional entre os dias 24-26 de março”, descrevem. O mesmo fenômeno foi visto diretamente no estado de Santa Catarina, que viu mais pessoas saírem às ruas nos últimos dias.

EUA sem SUS

Nos Estados Unidos estão morrendo mais de mil pessoas por dia. A maioria pobres e negros. É que nos EUA, se você cortar o dedo, tem que ir para um hospital privado. Não tem hospital público nos Estados Unidos. Se você for picado por uma cobra, vai ter que desembolsar pelo menos R$ 50 mil reais se quiser viver. E agora, em plena pandemia pelo coronavírus? O Covid19 expõe a fragilidade do sistema de saúde dos EUA e, demonstra que o sistema de saúde do Brasil é um dos melhores e mais democráticos também. Milhares de norte-americanos estão contaminados em casa, porque não possuem dinheiro para ir a um hospital. Hoje, sábado, 11 de abril, já são mais de 500 mil infectados e 18 mil mortos. Superou Itália, França, Espanha e China.

Falta material hospitalar

Em pleno epicentro da pandemia de coronavírus, profissionais de saúde estão submetidos a condições de trabalho inaceitáveis. O Intercept teve acesso com exclusividade a uma pesquisa realizada com 627 servidores municipais de São Paulo e mostra como esses trabalhadores correm sério risco para atender a população e manter seus salários.  De acordo com a pesquisa, cerca de 62% dos profissionais afirmaram não ter máscaras de uso hospitalar (N95 e FFP2); 52% não têm máscara cirúrgica; 70%, álcool 70; e 30%, avental. Quase um terço dos profissionais afirmou ter 60 anos ou mais – ou seja, também pertence ao grupo de risco.

Irresponsabilidade em Ariquemes

O prefeito de Ariquemes, Thiago Flores (Patriotas), apoiando essa insanidade:

Dr. Tamada pede ajuda pra Rondônia

Em RO, faltam materiais para os profissionais da saúde também. O Dr. Tamada, médico cirurgião geral de Porto Velho, está apelando para que pessoas possam costurar macacão, cujo tecido já está cortado. O macacão vai servir para os profissionais de saúde que precisam desse EPI para cuidar dos pacientes infectados por Covid 19. Nós queremos ajudar, mas precisamos da sua ajuda! Ajude de 4 formas:

1. Doação de Materiais
2. Doação Financeira
3. Se voluntariando para ajudar
4. Divulgando para os amigos

Contato do Dr. Tamada: +55 69 99206-9992

Dr. Tamada fez a entrega dos primeiros EPIs à diretoria do Hospital Infantil Cosme e Damião, frutos da parceria entre a LACCRO e o Instituto Federal de Rondônia (IFRO Calama). Muito trabalho e dedicação vão juntos a esses equipamentos. Esperamos, assim, fortalecer nossos profissionais no enfrentamento a essa pandemia.
Na imagem abaixo: Marcelinho Corrêa, presidente da LACCRO; Prof. Dr. Horácio Tamada, Diretor de Ensino e Pesquisa HBAP; Enf. Sérgio, Diretor do HICD, Artur Vitório Santos, Coordenador do Curso de Engenharia de Controle e Automação do IFRO; José Diogo Luna, professor do IFRO.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

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