Coluna do RK- Bastidores da Política Nacional e Regional




Por Roberto Kuppê (*)

                                                           Especial Educação

 

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, determinou um contingenciamento de R$ 230 milhões nas universidades federais, sendo a maior parte em três instituições: UFF, UFBA e UnB. O motivo é claro: perseguição e retaliação. Justamente por serem universidades onde estudantes, professores e trabalhadores pautaram o debate político expressando opiniões contrárias ao governo. A União Nacional dos Estudantes declarou Bolsonaro e seu ministro Inimigos da Educação e convocou Centros Acadêmicos e DCEs, Empresas Juniores, grupos de estudos, coletivos estudantis, e todos organismos para que reúnam estudantes, organizando aulas públicas para realizar no dia 15 de maio uma ampla mobilização do movimento educacional com atos e manifestações nas universidades como o dia do basta!

Especial Educação 2

País rico é país com prioridade na educação. A educação foi o pilar dos dois governos petistas, de Lula e Dilma. Foi no governo Dilma que foi aprovado 75% dos royalties do pré-sal para a educação. Com o impeachment, foi tudo para os Estados Unidos. E, no atual governo, além de não ter mais investimentos, a educação sofrerá profundos cortes no orçamento, o que causará um colapso no setor.

                                                     

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Explode protestos contra o desmonte da educação no Brasil. Se já não tínhamos uma educação ideal, imagina agora com a destruição quase que total de todas as conquistas e o elevado corte no orçamento proposto pelo governo “liberal”. No governo Dilma, manifestantes protestaram contra os recursos utilizados para construir estádios e empunhavam cartazes pedindo escolas “padrão Fifa”. Agora, nem padrão Haiti teremos. Pior de tudo é que a medida de Bolsonaro está atingindo a todos e apenas os petralhas e comunistas estão indo pras ruas. Os bolsominions que acham que estudam em Harvard, estão na praia só observando.

 

 

 

                      Especial Educação 3

Durante a campanha, Bolsonaro disse que ia dar ênfase para a educação de base e ensino médio, e isso ele não fez. Cortar verba da UFRJ é cortar verba em outros setores. A UFRJ tem hospital, tem centro de pesquisa de ponta do RJ, tem bibliotecas, museus, parque tecnológico. É uma aberração cortar 41% do orçamento anual, o que vai causar um colapso na federal.

Governo Bolsonaro

Até quando os eleitores de Bolsonaro vão ficar quietos, parados, calados? Porque o governo, com quatro meses, já está ruim para todos. O desemprego aumentou. A gasolina aumentou. O gás aumentou. A violência aumentou. “Ah, mas ele não é corrupto!”. O quê? O que mais tem é denúncia de corrupção envolvendo os filhos, o próprios e os ministros dele. “Ah, mas ele não está preso. O Lula está preso, babaca”. Bolsonaro está no poder e segurando todas as investigações contra o grupo dele. Nomeou Moro ministro pra segurar a onda. Até no assassinato da vereadora Msrielle Franco, tem dedo de amigos do presidente. O que mais vai surgir nos próximos dias, semanas e meses?

 

Bolsonaro, o incoerente

O presidente é um poço de incoerência. Diz que não quer viés ideológico no governo dele, mas é o primeiro a criminalizar a esquerda. Diz que quer escola sem partido, mas só aceita as ideias dele. Diz que é a favor da liberdade de expressão, de imprensa, das redes sociais, mas é o primeiro a censurar a Globo, a Folha e privilegia a Record e o SBT. Vai entender.

 

Witzel e as milícias

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witezel (PSC-RJ), que foi flagrado do lado de políticos que rasgaram a placa em homenagem à Marielle Franco, morta por milicianos no ano passado, protagonizou uma cena digna de filmes de mercenários. À bordo de um helicóptero da Polícia Militar, ele acompanhou uma operação policial em Angra dos Reis. Atiradores de elite dispararam contra alvos civis em terra, atngindo um grupo de evangélicos que oravam na região. Witzel foi criticado por disseminar uma guerra contra negros, pobres favelados. Nos quatro meses de governo dele, triplicaram o número de mortes por policiais. Em outras palavras, Witzel instituiu a pena de morte no Rio de Janeiro.

Placar da Previdência

Estão peremptoriamente contra a reforma da Previdência os seguintes deputados federais de Rondônia: Expedito Netto (PSD), Mauro Nazif (PSB) e Silvia Cristina (PDT). Os outros dizem que estão indecisos (em cima do muro), mas , na verdade, votarão contra os aposentados e a favor de Bolsonaro.

 

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

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