Coluna do RK- Bastidores da Política Nacional e Regional




Por Roberto Kuppê (*)

Velez, cai velozmente

Parece piada pronta. Mas, o ministro da Educação, Ricardo Velez Rodriguez, vai ser mesmo o primeiro ministro de Bolsonaro a cair. Mas, não tinha como dar certo. Ministro da Educação (vejam bem, E-DU-CA-ÇÃO), tem que ser um brasileiro legítimo, no máximo, com descendência portuguesa. Pior do que ser um estrangeiro, não entende bulhufas de educação. Deve cair hoje. Bolsonaro está tendo uma conversa com ele neste momento.

Quem é Tabata?

Deputada federal Tabata no telão e o ministro na bancada a direita

A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), foi simplesmente esmagadora ao enquadrar e pedir para o ministro da Educação, Velez Rodrigues deixar o cargo. A jovem deputada de 25 anos, como se diz no linguajar do mundo virtual, lacrou. Ao dizer que  “a mim resta lamentar o que está acontecendo e esperar que o senhor mude de atitude — o que parece completamente improvável — ou saia do cargo do ministro da Educação”, ela entrou para a história do Congresso Nacional. Uma escolha certeira do eleitor paulista que também elegeu Tiririca, Alexandre Frota e Joyce Hassellman, três imbecis. O discurso da parlamentar foi compartilhado em seu Twitter e, em poucas horas, viralizou na internet.   Nascida na Vila Missionária, bairro pobre da zona sul de São Paulo, ela defende a educação como ferramenta de desenvolvimento social.

Marcos Rogério

Senador Marcos Rogério é presidente da Comissão de Infraestrutura

O senador rondoniense Marcos Rogério (DEM-RO), mais uma vez terá uma espinhosa missão nas mãos. Após ser derrotado na Câmara dos Deputados com a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que engessa ainda mais o Orçamento da União, hoje a tendência é que o governo também perca no Senado. O texto será apreciado na quarta-feira, 3, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, onde começará a tramitar. Segundo aliados, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), deve entregar a relatoria da matéria ao senador aliado Marcos Rogério.

Ataques às escolas

O governo federal, em especial os ministérios da Justiça e da Educação, não tomaram nenhuma providência até agora para se evitar novos ataques. Aquele ocorrido há um mês em Suzano (SP), foi só o começo. Outros virão. Além de manter seguras as entradas e saídas das escolas, é preciso uma política nacional que gere empregos, redução do consumo de álcool por parte dos jovens (limite de 21 anos como nos Estados Unidos), com toque de recolher, além de se criar uma secretaria especial que atenda pais e alunas extra-escola. Os jovens brasileiros estão à deriva, ao Deus dará.

Confúcio lançará portal em Porto Velho

O senador Confúcio Moura (MDB-RO) lançará na próxima sexta-feira, em Porto Velho (Hotel Rondon, 5 de abril, 19 horas) o novo portal de notícias dele, que, além de informar as ações para o mandato de 2019 a 2026, detalha os nomes do staff dele em todo o Estado.

 

 

Mauro Nazif e o impeachment de Bolsonaro

Por que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) não vai acatar (por enquanto) um impeachment contra Bolsonaro? O deputado federal Mauro Nazif (PSB-RO) fez a pergunta e ele mesmo respondeu o óbvio: o vice é militar! Há sim, um temor na volta de um militar de alta patente e bem articulado feito general Mourão, à presidência da República. Manter um bobão no poder é menos mal. Concordo com Nazif. Mas, até quando?

É para rememorar 64?

Então rememoremos. Inventário da violência praticada durante a ditadura cívico-militar-empresarial desde 1 de abril de 1964, ou seja, 55 anos de dor, amnésia, injustiça e sofrimentos de todo o povo brasileiro. 500.000 cidadãos investigados pelos órgãos de segurança. 200.000 detidos por suspeita de subversão. 50.000 presos entre março e agosto de 1964. 11.000 acusados em julgamentos viciados de auditorias militares. 5.000 condenados. 10.000 torturados no DOI-CODI de São Paulo. 40 crianças presas e torturadas. 8.300 vítimas indígenas de dezenas de etnias e nações. 1.196 vítimas entre os camponeses. 6 mil apelações ao STM que manteve as condenações destes 2.000 casos. 10.000 brasileiros exilados. 4.882 mandatos cassados. 1.148 funcionários públicos aposentados ou demitidos. 1.312 militares reformados compulsoriamente. 1.202 sindicatos sob intervenção do Estado e do Judiciário cúmplice e inconstitucional. 248 estudantes expulsos de universidades pelo famigerado decreto ditatorial numero 477. 128 brasileiros e 2 estrangeiros banidos sendo alguns sacerdotes católicos. 4 condenados à morte (pena comutada para prisão perpetua). 707 processos políticos instaurados pela Justiça militar em diversas Auditorias. 49 juízes expurgados, três deles do Supremo Tribunal Federal. 3 vezes em que o Congresso Nacional foi fechado pelos generais ditadores. 7 Assembleias Legislativas postas em recesso. Censura prévia a toda a imprensa brasileira. 434 mortos pela repressão. 144 desaparecidos. 126 militares, policiais e civis mortos em ações contra a resistência à ditadura. 100 empreiteiras e bancos envolvidos em escândalos abafados pelos militares. Reimplantação do trabalho escravo nas fazendas do Brasil com o beneplácito dos governos militares. Quer saber mais sobre as atrocidades da Ditadura Militar? Entre AQUI.

 

Rima, hein?

A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado – DRACO deflagrou nesta sexta-feira (29), a Operação Pouso Forçado. As investigações apontam fraude, formação esquadrilha e lavagem lavagem de dinheiro por meio de contratos com a empresa RIMA Táxi Aéreo.

 

 

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

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