Words fake news written on a keyboard.

Um um universo de incertezas e mudanças repentinas de rumos, informações sobre concursos públicos são alvo fácil de fake news. Nem sempre as notícias são erradas ou sem nenhum embasamento: o mais comum é a manipulação de informações para parecerem mais recentes ou promissoras do que são de fato.

O contexto de transparência e publicidade limitadas e a linguagem rebuscada dos atos administrativos colaboram para as especulações. Mesmo regida por princípios constitucionais, a Administração Pública trata os trâmites com um sigilo e uma complexidade desnecessárias e deixam de cumprir o papel social.

Com as lacunas, perfis em redes sociais, sites de cursos e blogs especializados se beneficiam da audiência que busca por notícias que deveriam ser oferecidas diretas da fonte para o principal público interessado: os concurseiros.

Ao lado de quem procura fazer um trabalho de apuração com seriedade estão aqueles que se valem de exageros, chamadas de urgência e escassez para ter a atenção.

Não é de hoje que concurseiros precisam ficar atentos aos que se é divulgado e compartilhado. Antes da explosão do Facebook e do Instagram, os fóruns eram o principal foco de disseminação de mensagens polêmicas, teorias da conspiração e relatos imprecisos.

Alguns cuidados podem ser tomados para evitar a multiplicação de fake news entre os interessados em serem servidores públicos. A coluna Vaga Garantida preparou uma lista de orientações.

Dica 1: observe a consistência das informações

Notícias sem referências de fonte ou dados comprovatórios devem ser confirmadas. O uso de excesso de elogios ou adjetivos e chamadas de ação são estratégias de marketing, portanto, é necessário estabelecer um filtro entre uma propaganda e uma informação consistente.

Não há nada de ilegal ou errado em promover informes publicitários. O ponto de atenção é saber que nem sempre o propósito é deixado explícito, exigindo uma interpretação diferenciada.

Dica 2: preste atenção nas datas de publicação

Uma das táticas para manter a audiência é omitir a data dos acontecimentos e reeditar os textos para parecerem recentes e relevantes. Em sites e blogs menos confiáveis a prática é recorrente. Em geral, seguida de algum anúncio para cursos relacionados.

Dica 3: valide informações em fontes seguras

O ditado “onde há fumaça, há fogo” também é válido para o mundo dos concursos. Ainda que uma notícia esteja carente de consistência, ela pode apresentar indicativos pertinentes.

Por isso, vale a pena seguir o rastro, entrando em contato com os departamentos de gestão de pessoas ou de assessoria de imprensa por e-mail, por telefone ou pessoalmente.

Dica 4: informação verdadeira é direito do cidadão

Lei de Acesso à Informação (LAI), editada em 2011, tem o objetivo de aumentar a publicidade e a transparência dos atos administrativos. Caso o contato com os departamentos que possam deter a informação desejada e segura não funcione, qualquer cidadão poderá recorrer aos direitos garantidos pela LAI.

Infelizmente, esse caminho representa maior burocracia e maior prazo para respostas.

Os portais de transparência também podem ajudar nessa investigação, por conterem tabelas, gráficos e outros formatos de dados. A dinâmica de funcionamento limita o acesso a quem não tem familiaridade com o tipo de apresentação.

Dica 5: acompanhe os diários oficiais

Todos os atos mais relevantes, como formação de comissão interna, autorização, termo de contrato de banca organizadora, edital, convocações para cada etapa, lista de aprovados e outros informes devem estar nos diários oficiais. Trata-se de uma determinação legal.

Sendo assim, acompanhar as publicações é uma tarefa que todo concurseiro deve ter. Vencida a fase de aprendizado com os formatos, a distribuição das informações e a linguagem, se torna mais fácil lidar com essa fonte confiável de notícias.

Fonte: Metrópoles

 

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